Iron Maiden, Rolling Stones e Paul McCartney se unem em campanha para salvar casas de show

Em meio ao caos causado pelo novo Coronavírus, a indústria do entretenimento tem sofrido um baque muito grande e até os mais renomados do ramo, como Iron Maiden, Rolling Stones e Paul McCartney estão se unindo para pedir ajuda financeira às casas de show, produtoras e organizadores de festivais.

É claro que os mais afetados são os palcos pequenos, mas até mesmo locais lendários como o Royal Albert Hall têm tido dificuldade para lidar com a atual conjuntura. Por isso, bandas e artistas assinaram um comunicado enviado ao secretário de Cultura do governo britânico.

Você pode conferir a carta traduzida na íntegra abaixo (via Loudwire), bem como alguns dos posts feitos pelas próprias bandas para dar visibilidade à #LetTheMusicPlay.

Destacamos como exemplo a publicação do Maiden a seguir, que frisa que “toda banda tem que começar em algum lugar” e explica a campanha, que envolve postar uma foto do último show que você foi pré-pandemia com a hashtag em questão.

Carta dos artistas ao governo britânico

“Caro Secretário de Estado,

A música ao vivo do Reino Unido tem sido um dos maiores sucessos sociais, culturais e econômicos do Reino Unido na última década. De festivais famosos ao redor do mundo até shows inovadores, a indústria da música ao vivo exibe, apoia, e desenvolve alguns dos melhores talentos do mundo — dentro e fora dos palcos. Importante como é, nossa contribuição nacional e regional não é puramente cultural.

Nosso impacto econômico também é significativo, com a música ao vivo adicionando 4,5 bilhões de libras à economia britânica e apoiando 210 mil empregos ao redor do país em 2019. Como toda parte da indústria do entretenimento, a música ao vivo tem orgulho de fazer sua parte no esforço nacional para reduzir o espalhamento do Coronavírus e manter as pessoas seguras.

Mas, sem um fim previsto ao distanciamento social ou apoio financeiro do governo já acertado, o futuro para os shows e festivais e para as centenas de milhares de pessoas que trabalham neles não é animador.

Esse setor não quer pedir ajuda do governo. As casas de show, produtores, organizadores de festivais e outros empregados querem ser auto-suficientes, como eram antes da quarentena. Mas, até esses negócios poderem operar novamente, o que deve ser no mínimo em 2021, o apoio do governo será crucial para prevenir insolvências em massa, e o fim dessa grande indústria, líder mundial.

O governo já tomou providências sobre dois passatempos importantes britânicos — o futebol e os pubs — e agora é crucial que se foque em um terceiro, a música ao vivo. Para o bem da economia, das carreiras de artistas britânicos emergentes, e da posição global da música do Reino Unido, nós precisamos garantir que a indústria da música ao vivo continue quando a pandemia finalmente acabar”.

Além do trio falado acima, o texto foi assinado por nomes como Muse, Coldplay, Jeff Beck, Blur, The Stone Roses, Radiohead, Eric Clapton, Mumford & Sons, Mark Knopfler (ex-Dire Straits), Phil Collins, Johnny Marr (ex-The Smiths), Bring Me the Horizon, Neck Deep e até pelos irmãos Noel e Liam Gallagher, ex-Oasis.

Confira algumas das manifestações a seguir:

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