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12 julho 2018

Voz de Freddie Mercury precisou ser utilizada na cinebiografia “Bohemian Rhapsody”

O produtor de “Bohemian Rhapsody”, Graham King, revelou como ele e seus colegas resolveram o problema em trazer Freddie Mercury de volta à vida no filme biográfico do Queen. O vocalista é interpretado por Rami Malek, mas o ator não conseguiu reproduzir a voz de Mercury. A solução foi usar gravações de fitas master do grupo, com vocais adicionais gravados pelo cantor canadense Marc Martel. “Literalmente, você pode fechar os olhos e ouvir Freddie. E isso é uma coisa muito difícil de fazer”, disse King à Rolling Stone norte-americana.

Ele acrescentou que depois que o co-produtor Denis O’Sullivan encontrou Malik, ninguém mais foi seriamente cogitado para o papel. “Eu tinha certeza que ele era o cara. Nunca houve um segundo olhar ou renúncia do nosso lado que esse cara não era Freddie Mercury”.

Malik admitiu que se esforçou para levar a sério a oferta a princípio. “Achei que alguém estava brincando comigo. Mas quando falei com Graham percebi que isso poderia ser real. Senti uma enorme excitação… seguida pelo peso extremo e assustador da coisa. Parecia algo que poderia desaparecer em um piscar de olhos”.

Seu processo de pesquisa incluiu trabalhar com profissionais que o ajudasse com os movimentos de corpo e diálogo, além de aprender a falar com dentes protéticos. “Ele tinha uma verdadeira insegurança sobre isso. Se você assistir a uma entrevista com ele, verá quantas vezes ele está tentando encobrir os dentes com os lábios ou com a mão”, apontou o ator.

King quebrou o silêncio sobre os primeiros relatos de que Sacha Baron-Cohen se ofereceu para interpretar Freddie Mercury, mas que depois desistiu por discordar do roteiro. “Sacha nunca esteve oficialmente ligado a este projeto. Eu nunca pensei que Freddie pudesse ser interpretado por um ator branco. E nunca houve um roteiro onde Freddie Mercury morresse no meio do filme. Nunca”.

Explicando por que a história termina no Live Aid em 1985, King disse que eles “sentiam que não havia necessidade de avançar até a morte dele. Nós não queríamos fazer um filme ‘dark’. O que nós queríamos fazer era realmente entrar no âmago do Queen, mostrar como eles trabalharam juntos e como eles compuseram essas músicas incríveis”.

“Bohemian Rhapsody” chegará aos cinemas do mundo todo em 2 de novembro.

Fonte: Daiv Eickhoff – Portal Rockline