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BLOG: Rodrigo Branco

Mais uma estrela que se apaga... morre David Jones - The Monkees

29/02/2012 às 16:20:54

E o RocknRoll perde mais um ícone... David Jones, cantor dos Monkees morreu hoje, 29/02, aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco enquanto dormia...

Surgido em 1966 em Los Angeles, nos EUA, o grupo The Monkees foi formado pela rede de TV ABC para ser uma espécie de Beatles americanos e estrelar uma série do canal, além de um filme longa metragem.

Os Monkees se tornaram um grande sucesso comercial, com clássicos como Im a Believer, Last Train to Clarskville, Daydream Believer, (Theme From) The Monkees e  (Im Not Your) Stepping Stone, existindo até 1971.

Posteriormente se reuniram diversas vezes ao longo das décadas, sendo a última no ano passado, reunião que durava até o momento.  

R.I.P. David Jones - 1945-2012

 

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Há 80 anos nascia a lenda...

26/02/2012 às 22:06:41

Fotos inéditas e raras do mestre Johnny Cash em homenagem aos 80 anos de seu nascimento, comemorados hoje (26).

Pelas fotos dá pra ver que o filme Johnny e June (Walk the Line) foi bastante fidedigno quanto as locações.

Salve Mr. Cash!!!

Veja no link abaixo

http://lightbox.time.com/2012/02/24/johnny-cash/#1

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Cavalo doido não se olha os dentes

01/02/2012 às 18:17:21

E o velho Neil está outra vez reunido com os antigos parceiros da Crazy Horse, preparando um novo disco. Isto quer dizer que eles devem vir juntos para o SWU... grande notícia!

Ele liberou um trecho de um ensaio, tocando clássicos como Cortez the Killer e FuckinUp, com aquela sonoridade que só eles sabem produzir... sensacional!

Ouça aqui: http://www.neilyoung.com/

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Clapton is God

20/10/2011 às 15:38:13

A frase acima tem quase 50 anos. Para os que se espantam com ela hoje em dia, saibam que obviamente não fui eu quem inventou, é uma das histórias mais conhecidas do Rock.

Meados da década de 60, na efervescente Inglaterra de então milhares de jovens sonhavam em ter suas próprias bandas e se tornarem um novo fenômeno, tal como The Beatles e Rolling Stones, que eram a bola da vez. Assim como as duas bandas citadas, a maior parte dos músicos de Rock da época começou tocando Blues, imitando os ídolos americanos. Foi assim também com os Yardbirds, grupo surgido em 1963 e que revelaria ao mundo Eric Clapton. Dois anos depois o jovem guitarrista partia para os Bluesbreakers, do pioneiro do Blues inglês John Mayall. Empolgados com o sucesso dos primeiros, os Yardbirds seguiam pelo mesmo caminho Pop, o que não agradou Clapton, ele queria tocar Blues. E foi na banda de Mayall que Eric encontrou espaço para impressionar ao vivo. Sua capacidade como guitarrista já era tal que ainda em 1965 surgiram pixações pelos muros de Londres, "Clapton is God"...

Agora, se você tem dificuldade para aceitar isto por questões religiosas, tente enxergar pela ótica mitológica, deus no sentido de possuir capacidade sobrehumana, não como um ser único, criador, onipresente, onisciente. É outro conceito...

A partir de então, Eric deu asas a seus poderes divinos e criou obras primas, resolveu ter sua própria banda, seguiu em frente e criou nada menos que a "nata" do Rock, o Cream, em 1966. Depois vieram grandes parcerias e colaborações, Blind Faith, John Lennon and the Plastic Ono Band, Delanye & Bonnie & Friends, Derek and the Dominos, e a vitoriosa carreira solo a partir do início da década de 70.
Com um currículo tão excepcional, invejável, Clapton passeia com desenvoltura pelos mais diversos estilos, seja Rock, Country, Jazz ou Blues, que sempre foi seu porto seguro, e assim tem feito ao longo de quase 50 anos de carreira. O que nós vimos no Morumbi no último dia 12 foi um resumo tímido desta carreira, porém impecável. Diante de 45 mil pessoas, o senhor Eric Clapton, aos 66 anos, mostrou o que toda esta experiência lhe trouxe, serenidade, segurança, perfeição.

Como fã de Fórmula 1, como qualquer bom inglês, Clapton iniciou o show dedicando o espetáculo ao piloto brasileiro Felipe Massa, de quem é amigo. Ouvi reclamações de que o show foi morno, que o músico mal falou com a platéia. Mas o que esperavam? Que ele entrasse com a bandeira do Brasil nas costas, chamasse uma garota do público para beijar e dissesse "Oulá tchudo bien con vochêis? Senhores, estamos falando de Eric Clapton, uma entidade musical, um dos músicos mais influentes de todos os tempos, condecorado pela rainha da Inglaterra como Comandante do Império Britânico. Um homem distinto, discreto, simples, cujo "Thank You" com sotaque britânico é uma marca registrada por si só, muito melhor que qualquer tentava simpática de dizer "Oubrigadou".

E Clapton foi comedido como tem sido há muito tempo, entrou no palco caminhando naturalmente junto com a banda, saudou rapidamente a platéia ao microfone, fazendo a referência a Massa (quer maior manifestação de carinho que dedicar o show a um ídolo do esporte brasileiro? Ou precisava ser ao "Rounaldginhu" pra ser simpático?) e colocou seus mágicos dedos em ação. De cara três números clássicos de Blues, Key to the Highway, Tell the Truth e Hoochie Coochie Man, de Willie Dixon, talvez a mais executada música do estilo em todos os tempos. Porém, a emoção tomou conta mesmo do estádio em Old Love, em uma longa e inspirada versão, arrancando suspiros apaixonados das senhoras e senhoritas presentes. É chover no molhado, mas a exatidão em cada nota de cada solo, assim como a pureza do som da guitarra de Clapton é algo singular. Mas justiça seja feita, muito do espetáculo se deve também a banda de apoio, a qual Eric cede generosamente espaço para que apareça. E eles aparecem bem, com destaque para o tecladista Tim Carmon que deu um show a parte, com solos de tirar o fôlego e efeitos de cair o queixo. Na realidade a banda tem dois tecladistas, ao invés de duas guitarras como no passado, porém o efeito que muitas vezes Carmon usa simula tão bem um solo de guitarra que de olhos fechados ficaria difícil distinguir, é realmente impressionante. Destaque ainda para as backing vocals, que também deram seu show. O restante da banda é mais econômico, solos curtos, pouca firula. Vale citar ainda a bela iluminação do palco, simples, porém muito eficiente, criando um clima mais intimista mesmo em um espaço gigantesco, com as cores refletindo nos panos pendurados ao fundo.
Entre os números mais famosos, Lay Down Sally voltou a levantar o público, assim como Layla em uma versão acústica, linda, porém curta e sem o peso do riff tão marcante. Na sequência, a que para mim foi o grande momento do show, Badge, grande clássico do Cream. Não apenas porque esta sempre foi minha preferida no repertório de Mr. Slowhand, mas porque ele realmente deu um toque especial nela, o momento mais pesado do show, mais intenso, onde as luzes do palco ajudaram a aumentar o clima durante duas paradas enquanto o som reverberava e crescia, para que então alcançasse o climax com o clássico fraseado da guitarra. A emoção tomou conta geral outra vez logo a seguir com a introdução de Wonderful Tonight, que foi cantada em uníssono pela plateia “...and I say yes, I feel wonderful tonight”, traduzindo perfeitamente o sentimento de todos. Before You Acusse Me, o clássico Blues de Bo Diddley fechou esta trinca sensacional. Antes do fim ainda teve Cocaine, mais um ponto alto na apresentação que foi encerrada definitivamente após o “bis” com Crossroads, o histórico Blues de Robert Johnson. Para este número Clapton convidou ao palco Gary Clark Jr., o excelente guitarrista texano que fez o show de abertura.

Aliás, o show de abertura foi excelente, Gary, de apenas 27 anos, tem fortes raízes no Blues tradicional, além de pegada e sonoridades que em alguns momentos tem um “quê” de Hendrix. É considerado uma das grandes revelações do Blues atual, e um dos responsáveis por um novo revival do estilo, assim como Clapton fez nos anos 60. Em sua ótima apresentação executou músicas próprias e clássicos como Catfish Blues, a música cujas origens remontam a década de 20 e em 1950 foi transformada por Muddy Waters em Rollin’ Stone, aquela que daria origem ao próprio Rock’n’Roll.

Enfim, uma noite memorável para ficar guardada nos corações e mentes de 45 mil sortudos que lá puderam estar presentes para ver e o ouvir o deus da guitarra.

Setlist

Key to the highway
Tell the truth
Hoochie coochie man
Old Love
Tearing Us Apart
Driftin`
Nobody Knows When You`re Down and Out
Lay Down Sally
When Somebody Thinks You Are Wonderful
Layla
Badge
Wonderful Tonight
Before You Accuse Me
Little Queen of Spades
Cocaine

 -

Crossroads

 

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Poeira, levantou poeira...

05/10/2011 às 16:53:12

Pura ironia, enquanto o festival que tem Rock no nome colocou a cantora baiana de axé como grande destaque no Rio, quem realmente levantou a poeira foram os libano-america-armênios, em São Paulo. É verdade que eles também tocaram no referido festival, mas a poeira subiu mesmo foi na Chácara do Jóquei!

O SYSTEM of a DOWN é um fenômeno de popularidade recente. Uma banda que tem pouco mais de 15 anos de vida, dos quais passou 4 parada, voltando só no ano passado, pouco tocou em rádios no Brasil e ainda assim colocou 25 mil fãs alucinados pra pular em São Paulo. Coisa de banda veterana. E tem gente que diz que o Rock morreu, que não produz mais novidades... pobres diabos, expliquem o que é o SOAD então...

Confesso que fiquei muito bem impressionado com a quantidade de gente no show e a devoção/disposição do público para com a banda, cantando até as “menos conhecidas” e pogando todas.

E que show diferente, é inegável que o System tem um estilo único, conseguem ser pesados e dançantes, agressivos e engraçados, críticos e sociáveis, tudo ao mesmo tempo e misturado. Já começa pelo visual dos caras, a influência oriental, árabe, está presente nos traços, na vestimenta, nos sotaques. Aliás, o sotaque de Serj Tankian, libanês com ascendência armena, dá um molho todo especial às letras, tornando a compreensão de seu inglês uma tarefa difícil, mas ai está um charme da banda. Sem falar a nítida influência da musicalidade oriental na sonoridade da banda. A maneira entrecortada de Tankian cantar, as vocalizações hora gritadas, hora faladas e às vezes estridentes, são uma característica muito peculiar do grupo. E quando ele resolve cantar fino como um personagem de desenho animado chega a ser cômico, assim como são engraçadas as suas dancinhas no palco, impagáveis. Tudo isto faz do show do SOAD algo leve, em contraste com as guitarras que despejam toneladas de distorção.

O público, como salientei, deu um espetáculo à parte, fiquei no fundo vendo toda aquela multidão pulando, gritando, cantando e apoiando um outro aspecto fundamental da banda que é sua verve social e política. Em meio a duras críticas ao governo dos EUA, à política de imigração, a invasão do Iraque, Afeganistão, apoiadas pelas letras de forte conteúdo, o público engrossou cada manifestação aos gritos e palmas, não faltando inclusive bandeiras da Palestina, da Armênia empunhadas pelos fãs, assim como camisetas de movimentos sociais brasileiros. O vocalista arriscou até a fazer comentários sobre o desenvolvimento do Brasil e a questão indígena, afirmando que entende que os brasileiros não estejam contentes e que aos índios não deve ser imposta a nossa civilização, no que foi apoiado pela massa.

Em uma época em que o mundo está polarizado entre ocidente versus oriente, ver uma banda que mistura os dois mundos se posicionar claramente desta maneira é uma glória, haja vista a pasteurização da música atual. É um alívio maior ver ainda que muitos jovens entendem o recado e estão interessados por estas questões, se posicionando também. Afinal este é o Rock’n’Roll, contestador, subversivo, anárquico, cumprindo sua missão. E o SOAD é uma banda que sintetiza muito bem tudo isto, tem energia, disposição, frescor, juventude, raiva e a consciência e coragem para gritar o que o mundo precisa ouvir. Trazem um pouco da essência do Punk/Hardcore com o peso do Metal e a irreverência necessária para tanto.

Enfim, a poeria levantou e muito, como uma espécie de tornado em hinos do System, como B.Y.O.B, Chop Suey, Hypnotize, Toxicity, Cigaro, Question, Psycho, Sugar e  um dos melhores momentos do show para mim, Bounce... pogo, pogo, pogo, pogo, pogo, pogo, pogo, pogo, pogo, pogo...  só quem viu sabe do que estou falando, tal como um fog londrino, a poeira tomou conta do lugar!

Ps. Ainda lembro bem quando toquei em rádio o primeiro disco do System, em 1999, (lançado em 98). Não podia imaginar que a banda se tornaria um fenômeno, mas já sabia que ali tinha algo novo e interessante. A iniciativa foi do meu grande parceiro Christian Moreno. Fizemos isto em um programa especializado em Metal e teve quem torcesse o nariz, como ainda tem. A estes eu digo o seguinte, é preciso seguir em frente. O SOAD é a evolução necessária sem perder as raízes fundamentais!

Setlist completo:
1. Prison Song
2. Soldier Side - Intro
3. B.Y.O.B.
4. Revenga
5. Needles
6. Deer Dance
7. Radio/Video
8. Hypnotize
9. Question!
10. Suggestions
11. Psycho
12. Chop Suey!
13. Lonely Day
14. Bounce
15. Kill Rock n Roll
16. Lost in Hollywood
17. Forest
18. Science
19. Mind
20. Innervision
21. Holy Mountains
22. Aerials
23. Vicinity of Obscenity
24. Tentative
25. Cigaro
26. Suite-Pee
27. War?
28. Toxicity
29. Sugar

Ps. 2 - Só lamento não ter visto o show do MACACO BONG. Não consegui chegar a tempo para ver esta excelente banda matogrossense, de Cuibá, que faz um Rock instrumental pesado com claras influências dos anos 60 e 70. Cada música do grupo se torna uma espécie de Jam psicodélica turbinada, como acontecia nos grandes festivais do passado, piração pura. Certamente foi uma ótima escolha, parece que aos poucos os organizadores de shows no Brasil começam a acertar na escolha dos grupos de abertura, apesar de ainda ocorrem grandes equívocos. Aliás, o Macaco é uma das melhores bandas atuais do Rock brasileiro, para os que acham e tem a ignorância de dizer que não se faz mais Rock bom por aqui. Recomendo http://www.myspace.com/macacobong

 

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JUDAS FALLING...

20/09/2011 às 22:49:53

Tô desde o domingo, 11, pós-show pra escrever isto. Só consegui começar na quinta e até agora não conseguir terminar...

Mas já que a lembrança continua forte na memória, quero fazer alguns comentários, não necessariamente uma resenha... falando diretamente, que show foi aquele do Judas, hein? Maravilhoso... todo o destaque mais uma vez para o senhor Rob Halford! Senhor, sim senhor! Ele fez 60 anos no último dia 25, mais respeito! E continua cantando como sempre, é um fenômeno... aliás, um senhor vocalista, com perdão do trocadilho. =)
E ser destaque no Judas não é tarefa fácil, afinal Glenn Tipton está em uma das guitarras, uma das mais classudas da história, diga-se. No baixo temos o fundador Ian Hill, matador! E Scott Travis é o dono da britadeira, o cara cujo bumbo duplo é um ícone. Infelizmente, KK Downing, o outro fundador (since 1970), deixou a outra guitarra recentemente, dando lugar a Richie Faulkner, que evidentemente segura a onda muito bem. Mas ainda assim, Halford se tornou um símbolo da banda, mesmo quando esteve fora dela por 10 anos, ainda que não tenha sido o cantor original, ele entrou em 73 no lugar de Al Atkins, este sim também fundador do Judas. Já Tipton assumiu o cargo em 74 (ambos a tempo de gravar o primeiro disco) e Travis é de 89, pouco antes de Painkiller. E no palco, assim como em estúdio, estes caras são mestres no que fazem. Contudo, Halford consegue de qualquer maneira impressionar a todos com sua voz ainda potentíssima, fortes agudos ainda afinados e uma postura de dar inveja a qualquer frontman que se preze. Não é a toa que ele é chamado de Metal God, porque sua imagem, atitude e performance são sinônimos do verdadeiro Heavy Metal clássico! Nem mesmo o fato de ser homossexual assumido faz com que alguém seja capaz de expor qualquer preconceito contra ele, afinal não existe nada que se possa usar como argumento razoável sem que a própria pessoa se exponha ao ridículo da ignorância. Não fosse o fato de ele já ter feito um projeto de música eletrônica e sim, as gozações que existem devido ao visual sado e sua orientação sexual, Halford seria o exemplo perfeito do que é incorporar o Heavy Metal.

Mas e o show?

Perfeito, quase 2h30, clássicos de todas as épocas, de “quase todos” os discos, desde o seminal Rocka Rolla, o primeiro, de 74, com a fantástica Never Satisfied, passando por Victim of Chances, que é do segundo disco, Sad Wings of Destiny, de 76, seguida de Starbreaker e a espetacular versão de Diamonds and Rust, cover de Joan Baez que aparecem no 3°, Sin After Sin, de 77 e Beyond the Realms of Death, do Stained Class, de 78. Do quinto trabalho, Killing Machine, mais um cover que o Judas eternizou, The Green Manalishi (with The Two-Pronged Crown), original do Fleetwood Mac, mais a icônica Hell Bent for Leather, momento de uma das mais marcantes imagens do Heavy Metal, quando Halford entra no palco pilotando uma Harley-Davidson para o delírio dos fãs. Já do megaclássico British Steel, de 80, o 6° da banda, 4 cacetadas, Rapid Fire e Metal Gods, dobradinha matadora que abriu o espetáculo, Breaking the Law e Living After Midnight, fechando o massacre sonoro com um segundo biz, depois da meia-noite, claro...
Achou que eu não ia comentar nada sobre Breaking, o maior clássico da banda? Bem, não há muito o que dizer, muita gente ficou desapontada porque Halford não cantou uma única palavra da letra, apenas andou de um lado para outro do palco enquanto o público levou a letra sozinho até o fim... Porém, meus caros, isto não é novidade, ele já tinha feito isto no showzaço de 2008 e também no show solo que fez no Rock in Rio III, em 2001. O que muitos consideram falta de respeito com os fãs, eu vejo ao contrário, é uma homenagem, ele dá a honra aos fãs para que cantem a música com a banda. Agora, quem reclama porque queria ouvir a música idêntica ao disco, ouça em casa, show é show, pô...
Ah sim, do disco seguinte, Point of Entry, de 81, tivemos Heading Out to the Highway (poderiam ter rolado Hot Rockin’). Quase fechando a conta, do 8°, Screamin’ for Vengeance, de 82, as poderosas The Hellion/Electric Eye e You’ve Got Another Thing Comin’. The Sentinel foi a escolha para o disco Defenders of Faith, de 84 (poderia ser Freewheel Burning ou Rock Hard Ride Free). A pop Turbo Lover representou o “fraco” Turbo, de 86, o 10º trabalho do grupo. Já Blood Red Skies aparece no Ram it Down, de 88, certamente o menos conhecido de toda a obra do Judas. E a matadora Painkiller, faixa-título do matador disco de 1990, mais Night Crawler, fechando os discos clássicos. Os dois discos de estúdio gravados com Ripper Owens no vocal, Jugulator e Demolition, de 1997 e 2001, foram ignorados. Judas Rising representou o retorno de Halford, faixa do 15° disco da banda, Angel of Retribution, de 2005 e Dawn of Creation/Profecy, foram os registros do último disco, Nostradamus, de 2008. Enfim, um setlist para fã nenhum botar defeito, show impecável, digno de ser o último, já que assim foi anunciado, como indica o nome da tour Epítaph. Espero honestamente que seja só um até breve, afinal diferente de outras bandas que se arrastam há anos, o Judas ainda tem muita lenha pra queimar...

Claro que a ordem das músicas no show não foi exatamente esta, assim cronológica, como descrevi no texto, embora algumas estejam na mesma sequência. Segue o setlist como ocorreu:

1.Rapid Fire
2.Metal Gods
3.Heading Out to the Highway
4.Judas Rising
5.Starbreaker
6.Victim of Changes
7.Never Satisfied
8.Diamonds & Rust
9.Dawn Of Creation/Prophecy
10.Night Crawler
11.Turbo Lover
12.Beyond the Realms of Death
13.The Sentinel
14.Blood Red Skies
15.The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)
16.Breaking the Law
17.Painkiller

Biz

18.The Hellion/Electric Eye
19.Hell Bent for Leather
20.Youve Got Another Thing Comin

Biz 2
21.Living After Midnight

Veja imagens exclusivas deste grande show aqui mesmo no site da KISS, através das lentes competentes de Pati Patah:
http://www.kissfm.com.br/portal/galeria/judas-priest-2011-9-10

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Pedras que rolam não criam limo...

13/07/2011 às 23:12:33

Quando ele surgiu foi considerado uma moda passageira, outros disseram que era obra do mal...

 

Acusado de alienar a juventude, de desvirtuar os valores da sociedade, foi perseguido, proibido, julgado.

 

Por vários motivos, em diferentes épocas, teve sua morte decretada...

 

Mas nada disso o impediu de se tornar um fenômeno, parte fundamental das profundas e importantes mudanças sociais ocorridas ao longo dos últimos 60 anos. Ele ajudou a parar guerras, a derrubar ditaduras, a conquistar direitos em todo o mundo.

 

E foi graças a seu espírito contestador e solidário que alcançou o merecido reconhecimento, uma honraria oficial para poucos, seu próprio dia comemorado mundialmente.

 

Afinal, digam o que quiserem, ele continua arrastando multidões, seus artistas estão entre as personalidades artísticas mais importantes de todos os tempos, com as carreiras mais duradouras, campeões de público ao redor do mundo, ainda são os que mais faturam. Porque ele não é só um estilo musical, é uma filosofia de vida, uma irmandade, um amor eterno...

 

Ou como já diziam os poetas:

“...alguns dizem que ele é chato, outros dizem que é banal, já o colocam em propaganda, fundo de comercial, mas o bicho ainda entorta a minha coluna cervical!”

 

Rock’n’Roll

(Raulzito & Marceleza)

 

Salve 13 de Julho – 10 anos de KISS FM

 

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*Foto by Pati Patah

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E mais uma lenda do Rock esteve entre nós...

14/05/2011 às 16:29:18

Algumas bandas se tornam ícones de uma geração, de uma época. O som do Creedence Clearwater Revival nos remete diretamente aos Estados Unidos na segunda metade dos anos 60, época em que estavam acontecendo os grandes festivais de Rock, o auge do movimento hippie, lutas sociais, guerra do Vietnã. O Rock com sotaque rural, caipira, do grupo poderia passar despercebido se não fosse a qualidade de suas composições, tanto nas letras como nas melodias, além da capacidade de seus integrantes, capazes de partir de um Rock básico de dois minutos para longas improvisações com o típico tempero lisérgico da época. E se tem um destaque nesta banda, ele é inegavelmente o criador do CCR, o cantor, guitarrista, gaitista e compositor John Fogerty.

Uma das minhas bandas favoritas, o Creedence parece já fazer parte da rotina, músicas como Have You Ever Seen the Rain?, Proud Mary e Suzie Q (de Dale Hawkins), soam tão familiares que dá impressão que já vieram gravadas em nossa memória ancestral. Porém, escutá-las ao vivo na voz do homem que as criou é uma experiência única. E o melhor, ele as reproduz com perfeição, como se nada tivesse mudado nestes 40 anos que se passaram desde que a banda acabou. Sim, o CCR existiu apenas de 1962 a 1972, por incrível que pareça.

John não apenas continua cantando muito, como tocando excepcionalmente, com belos solos e técnicas dignas de guitar-heroes, até dedilhando o braço da guitarra com as duas mãos, algo que não se espera de um músico de 65 anos que começou sua carreira ainda em 1959. Em matéria de energia, ele esbanja, assim como simpatia, e a banda afiadíssima acompanha tudo com uma pegada igualmente surpreendente, três guitarras no palco e muito, muito peso. Destaque também para o batera que senta o braço com vontade e muita categoria, além do teclado que em algumas músicas dá aquele molho sessentista tão característico que nos transporta diretamente para uma das épocas mais fantásticas da história.

O show em si é um “greatest hits”, um desfile de clássicos do início ao fim, Hey Tonight, Green River, Who’ll Stop the Rain, Suzie Q, Lodi, Lookin’ Out My Backdoor, Born on the Bayou, Ramble Tamble, Midnight Special, Commotion, Bootleg, I Put a Spell on You, Long as I Can See the Light, Don’t You Wish it Was True, Have You Ever Seen the Rain?, Oh, Pretty Woman, Keep on Choolin’, Good Gully Miss Moly, Down on the Corner, Up Around the Band, The Old Man Down the Road, Bad Moon Rising, Fortunate Soon, Rockin’ All Over the World, Proud Mary, Travelin’ Band... ufa, haja fôlego para acompanhar tudo isto ao vivo! Exceto por alguns sucessos da carreira solo de Fogerty, é um supra-sumo do Creedence.

Enfim, eu que comecei o show sentado, em uma platéia formada em boa parte por fãs de meia idade, terminei de pé, dançando, pulando, gritando, em êxtase, com uma alegria que não cabia no coração! Que show, que show! Obrigado John!!!

Veja alguns registros deste momento histórico, afinal foi o primeiro show de John Fogerty em São Paulo, através das lentes competentes da fotógrafa Pati Patah.

http://www.kissfm.com.br/portal/galeria/john-fogerty-2011-5-8

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E o motor segue girando...

19/04/2011 às 03:44:50

Sábadão tive o privilégio de assistir mais uma vez a uma das minhas bandas preferidas. Levei minha surrada camiseta para ver seu 5º show do MOTÖRHEAD. Sim, acredite se quiser, a velha camiseta (esta da foto ao lado) completou 18 anos, tem cinco shows do Motor no currículo, além de ter conhecido Lemmy pessoalmente em 2009...

Fazer novas considerações sobre o show é chover no molhado. Me perguntaram várias vezes o que achei? Quer saber mesmo? Achei a mesma coisa de sempre. E isto já explica que o show foi matador e tudo o mais, afinal o Motörhead é o mesmo desde sempre e os shows continuam (quase) iguais. Ainda bem...

Digo quase porque além das óbvias mudanças de repertório, com inclusão das músicas novas, a verdade é que o Motor continua girando rápido e forte, mas a rotação caiu um pouquinho, o show foi mais curto, os solos mais longos... afinal, Mr. Ian Kilmister tá com 65 e o simples fato de estar vivo é um espanto, continuar com a voz de trator e ainda tocar o baixo como uma britadeira até hoje é algo que está além da compreensão humana.

Mas isto me fez refletir sobre o futuro. Por mais que Lemmy pareça eterno, ele não vai durar pra sempre. E ai, meus caros, neste dia, o dia em Lemmy bater suas clássicas botas, o Rock’n’Roll terá chegado ao fim. Até porque acredito que até lá Keith Richards já tenha ido, assim como Chuck Berry e o gentleman Paul. Futuro sombrio o nosso...

Porém, como diria Raulzito e Marceleza em Rock’n’Roll, “até chegar a minha hora eu vou com ele até o fim”. Sendo assim, antes de me dirigir à Via Funchal, fui até a Luz ver o mago EDGAR WINTER desfilar seus clássicos. E foi uma emoção imensa ouvir Frankenstein ao vivo e ver o albino texano com o teclado no pescoço alternar para o saxofone, para a percussão e voltar ao teclado, para só então terminar a fantástica canção instrumental de 1972 uns 15 minutos depois. Assim como foi linda a improvisação em Tobacco Road, ainda mais longa.

Já após o culto à Lemmy, lá estava eu outra vez no degradado centro de SP para ver os MISFITS às 2h da manhã. Só mesmo com o verdadeiro Rock’n’Roll no sangue para encarar Horror Punk de madrugada na cracolândia. Ainda bem que haviam milhares de outros malucos como eu por lá...

Let’s Rock!

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1...2...3...4... que rufem os tambores!

02/04/2011 às 15:37:56

Eles são injustiçados, ficam no fundo do palco, atrás nas fotos, quase nunca são lembrados pelos fãs e ainda são motivo de gozação entre os próprios músicos, que os acusam de estarem sempre atrasados. Afinal, os BATERISTAS estão sempre às voltas com seu equipamento, montando, desmontando, carregando um monte de peças pesadas, enquanto vocalistas, guitarristas, baixistas e tecladistas já estão na cervejinha...rs

Mas cá entre nós, o que seria do Rock’n’Roll sem a bateria? Normalmente os primeiros (e únicos) a serem lembrados são os grandes do Hard setentista, John Bohan, Ian Paice, Bill Ward, Neil Peart (foto), que dispensam apresentações. Podemos citar ainda lendas como Ginger Baker, do Cream, Mitch Mitchell, da Experience de Hendrix, ou Charlie Watts, o classudo dono das baquetas dos Stones, e claro, o mítico Ringo Starr.

Agora, quando o assunto é Brasil, a coisa complica. Mesmo o pessoal mais atento costuma lembrar no máximo de Paulo Zinner, Iggor Cavalera e mais recentemente Aquiles Priester, ou Elóy Casagrande, da “nova geração”. Mas e nos primórdios de nosso Rock, quem representava?

Foi com a intenção de resgatar este importante pedaço da história da música no Brasil que a revista Modern Drummer reuniu um grande time de músicos, bateristas, jornalistas, pra contar a história do instrumento no país, desde os anos 20, englobando logicamente a história do Rock nacional desde o final dos anos 50.

Nomes como Netinho, do Casa das Máquinas, que começou ainda no início da década de 60 com o grupo The Clevers, que depois viraria Os Incríveis, ou Rolando Castello Junior, que tem um dos mais completos currículos de nosso Rock, fundador do Patrulha do Espaço na década de 70, ao lado de Arnaldo Baptista. Destaque ainda para Franklin Paollilo, que ganhou matéria extra, contando suas experiências com Made in Brazil, Camisa de Vênus, Raul Seixas, entre outros grandes nomes, em 40 anos de estrada.

Enfim, um brilhante trabalho de resgate histórico da nossa música que merece ser conhecido.

 

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