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BLOG: Rodrigo Branco

Pedras que rolam não criam limo!

30/04/2008 às 22:44:18

Há exatos 25 anos, em 30 de abril de 1983, o mundo perdia um gênio da música. Talvez o nome mais importante do Blues, ele ajudou não apenas a conquistar respeito ao tradicional ritmo negro do sul dos EUA, como gerou o filho pródigo, o RocknRoll!


Muitos são chamados de pais do RnR, mas se a paternidade do estilo é uma obra conjunta, a raiz comum por trás desta revolução tem um nome, Mckinley Morganfield, o mito Muddy Waters!


Naturalmente todos os grandes bluesman até a década de 40 tem sua parcela de contribuição. Do lendário Robert Johnson, passando por Son House, Big Bill Bronzy, até John Lee Hooker, Howlin Wolf e tantos outros mestres. Mas foi Waters quem resolveu botar fogo na coisa. Até então o Blues tinha uma pegada rural, onde predominavam os violões acústicos, como o conhecido Delta Blues. Então no final da década , Muddy, dono de uma voz grave e profunda, na estrada desde 41, resolveu eletrizar de vez o som, sendo considerado depois o pai do chamado Blues de Chicago, devido a característica urbana do novo Blues que fora instituído. Se antes os artistas se apresentavam quase sempre sozinhos com seus violões, Waters passou a se apresentar como um band leader, de guitarra em punho, acompanhado de Baixo, Gaita (Harmonica), Bateria e posteriormente Piano e eventualmente Metais. Estava estabelecido o que viria a ser no futuro uma banda de RocknRoll!


Rapidamente a banda de Muddy Waters virou referência e era o celeiro dos melhores músicos da época. Entre eles estava o genial baixista e compositor Willie Dixon. São de sua autoria vários dos clássicos gravados por Waters, como Hoochie Coochie Man, I Dont Want Make Love To You, Evil, Back Door Man, You Shook Me e tantos outros, gravados e regravados por dezenas de artistas de Blues e RocknRoll.


Além de outras parcerias, Waters também compôs, com a simplicidade peculiar ao Blues, outras dezenas de clássicos.
Got My Mojo Working, I Cant Be Satisfied, Baby Please Dont Go, Rollin Stone, Mannish Boy, Rollin and Tumblin... Músicas simples, porém de fraseados, andamento e refrões marcantes que se tornariam a base do ritmo que revolucionaria o mundo nas décadas seguintes. Esta efervescência musical não demorou a ultrapassar a barreira dos guetos negros, contagiando toda a juventude da época, que por sua vez mesclaram o lamento e swing do Blues à outras influências culturais, principalmente a Country music e o resto você já sabe bem...


Fato é que Muddy Waters foi um herói dos pioneiros do RocknRoll, foi ele quem deu o empurrão que faltava na carreira de Chuck Berry! Mas sua importância iria muito mais longe. Em 1958, com o Blues em baixa nos EUA, Waters faz sua primeira turnê pela Inglaterra, com os primeiros shows de Blues elétrico por aquelas terras. O resultado veio logo depois com o explosão de novas bandas como Beatles e The Rolling Stones. Enquanto os primeiros começaram tocando Skiffle, uma mistura de Folk music, Jazz e do próprio Blues, os segundos foram crias diretas de Waters. Fãs assumidos do grande bluesman, os Stones começaram exatamente fazendo covers de Blues, tendo gravado posteriormente vários clássicos de Waters. O próprio nome da banda veio da música Mannish Boy, de 1955, onde se ouve a frase Im a Rollin Stone, nome este que também batiza um dos primeiros clássicos de Muddy, de 1948, por sua vez inspirado na tradicional Catfish Blues, de 1941, de autoria de Robert Petway. Tal nome virou uma marca de sucesso no Rock, tendo batizado a clássica revista americana, além de inspirar a sensacional Like a Rolling Stone, de Bob Dylan, entre várias outras.


A partir de então todas as gerações que se seguiram, de Buddy Guy a Jimi Hendrix, de Eric Clapton a Johnny Winter, de Led Zeppelin a AC/DC, de Allman Brothers a Humble Pie, homenagearam o mestre. A importância e influência de Muddy Waters para a música é incomensurável.


Há 25 anos, poucas semanas após completar 70 anos o genial Mckinley Morganfield partiu dormindo... Seu legado ficou para a eternidade. Muddy Waters é nome de estrada, de rua, de parque nos EUA... Para todo o mundo é nome de simplicidade, sentimento, boa música e respeito, muito respeito!


Viva Mckinley Morganfield, eterno Muddy Waters!

 

 


Pedras que rolam não criam limo!!!

www.muddywaters.com

 

Rollin’ Stone

http://www.youtube.com/watch?v=WaIT0mKJ7D0&feature=related

 

 Mannish Boy, ao vivo com os Rolling Stones!

http://www.youtube.com/watch?v=5gWbV6YRF5A

 

Com o albino texano Johnny Winter

http://www.youtube.com/watch?v=TFJuGGS_AWk&feature=related

 

Com Eric Clapton

http://www.youtube.com/watch?v=m-gkIjp9lYc&feature=related

 

2 comentário(s)

Uma Celebração Rock'n'Roll!!!

29/04/2008 às 22:37:59

Olá amigos!

Como todos sabem neste final de semana rolou a Virada Cultural em São Paulo. Eu queria ter comentado antes, mas a canseira da maratona me deixou de molho nestes dois dias. Afinal cheguei ao Centro às 17h do sábado, sai às 05h30, voltei às 14h e fiquei até o final após às 19h do domingo. Sendo assim, vou fazer um resumão básico, até porque se fosse detalhar iria ficar uma semana escrevendo! ;O)


Começando às 18h, o maravilhoso O Terço nos brindou com seu Rock Progressivo competentíssimo, belas letras em português e harmonias que emocionaram o público. Destaque para a participação de Flávio Venturini, membro da época áurea do grupo e o  vocalista Sérgio Hinds que se apresentou com o braço engessado.

 

Em seguida a grande surpresa, o Terreno Baldio, desconhecida até entre muitos dos mais experientes que estiveram presentes, a banda encantou a todos executando também um Rock Progressivo com maestria, um show fantástico, sendo que não se apresentavam juntos desde os saudosos anos 70.


A coisa começou a pesar com a entrada em cena do Casa das Máquinas, de volta após 30 anos, trazendo como novos membros figuras de destaque no cenário Rock/Heavy, o guitarrista Faíska e Andria Busic (Dr.Sin), no baixo/vocal. Mais um show de extrema competência técnica e musical.


Seguindo a tendência de peso, subiu ao palco o Harppia e sua nova formação. Para alegria dos fãs antigos a banda apresentou uma retrospectiva de suas formações, voltando até o lendário time que fez história nos anos 80. Foi emocionante ver Hélcio Aguirra e Jack Santiago novamente executando seus clássicos. Uma pena a guitarra ter falhado justo na apoteótica Salém.


A esta altura do evento, por volta da 01h, a multidão se aglomerava para ver Paul Dianno (o ex-Iron Maiden), que foi ovacionado pela platéia, mesmo não estando em sua melhor forma físico/musical. Acompanhado de músicos brasileiros, Di’anno executou seus antigos sucessos.

 

Neste momento o empurra-empurra no local me fez optar por passar ao palco Canja Rock-Blues para tentar conferir um pouco do sempre bem vindo Rockabilly que rolava por lá.


Já às 03h da manhã me dirigi ao palco da São João a fim de ver o histórico show dos Mutantes. A quantidade de pessoas ali era impressionante, muita dificuldade para conseguir ver alguma coisa, ainda assim um show inesquecível recheado dos maiores clássicos da banda mais importante da história do Rock brasileiro.


Decidi então que era a hora de recarregar as baterias em casa. Voltei por volta das 14h a tempo de ver o genial Arnaldo Antunes, o sempre irreverente Lobão, que além de seus grandes sucessos arrebatou o público ao tocar Raul, e Ultraje a Rigor, que fechou a festa com um show de hits do início ao fim da apresentação, incluindo aí uma bem sacada cover dos Ramones!


Nos intervalos passei outras vezes pelo palco onde rolavam as jam-sessions, tendo visto entra outras, Andreas Kisser ao lado do monstruoso Paulo Zinner e sua bateria clássica.


Enfim, só faltou tempo para ver tantas outras atrações interessantes em ambos os palcos. Mas não gostei mesmo foi de perder O Som Nosso de Cada Dia, outra espetacular banda clássica do nosso Rock nos anos 70, pois estes tocaram no mesmo horário dos Mutantes e precisei optar. Até porque este show ocorreu no Teatro Municipal e só entrou quem pegou ingresso antecipado.


A reclamar de verdade apenas a falta de banheiros, pois a quantidade disponibilizada estava muito aquém do suficiente, transformando os locais em verdadeiras piscinas fétidas! A organização precisa repensar estes números, afinal em um evento onde eram esperadas 3 milhões de pessoas e compareceram 4 milhões, 350 cabines de banheiro é uma piada! Ainda que muitos dos locais tivessem banheiros fixos... A coisa fica ainda pior próximo ao palco Rock, onde a cerveja é consumida mais do que água, hehehe...

Ah, além disto faltaram lixeiras também!

 

De resto, foi um evento memorável, ainda mais para quem curte um bom RocknRoll como nós!!!

 

 

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VIRADA SENSACIONAL!!!

24/04/2008 às 21:59:13

Amigos, tá chegando, é neste final de semana e é grátis!

A Virada Cultural este ano será generosa com o RocknRoll! Teremos atrações em três dos principais palcos no Centro de São Paulo. O primeiro é o exclusivo Palco Rock, na Praça da República, onde teremos 24 horas do melhor Rock nacional de todos os tempos, sem exagero nenhum, e até uma atração internacional!

Veja no link a programação completa;
http://viradacultural.org/programacao/palco/rock-republica

Entre as principais atrações eu destaco os clássicos dos anos 70.

A noite começa com O Terço, banda que surgiu ainda no final dos anos 60 e obteve grande repercussão na década seguinte, com sucessos em todo o país e exterior. O Terço arrastava multidões por onde passava, executando um Rock Progressivo de primeira linha. A banda capitaneada por Sergio Hinds tocou em festivais internacionais, sendo reconhecida como uma das grandes bandas do estilo em todo mundo. No Brasil o Terço foi a maior banda dos anos 70, ao lado dos Mutantes. Sucessos como Hey Amigo, 1974 e Criaturas da Noite são verdadeiros clássicos do Rock Nacional. Saiba mais sobre a fascinante história de O Terço, que se manteve na ativa, lançando discos até hoje.

http://www.oterco.com.br/

A próxima atração é uma lenda do Progressivo Nacional, que igualmente fez sucesso nos anos 70. Diferente de O Terço, o Terreno Baldio lançou dois cultuados álbuns em 75 e 76, com poucas cópias produzidas, e virou um grupo cult tendo encerrado sua carreira precocemente em 78. Na época um dos grandes destaques da banda era o guitarrista Mozart de Mello, frequentemente citado como um dos melhores do Brasil em todos os tempos. Voltaram a ativa em 93 com o relançamento do primeiro álbum.

Na sequência teremos mais um lendário grupo que flertou com o Progressivo, Hard Rock e RocknRoll. O Casa Das Máquinas surgiu na primeira metade da década de 70 formado por ex-membros de grupos de Rock Clássico, como Os Incríveis e The Clevers. Lançaram apenas três aclamados álbuns, sendo que o último, de 76, trazia a faixa-título que se tornou um dos maiores hinos do Rock brazuca, Casa de Rock. Quase trinta anos após o fim, em 78, o Casa das Máquinas voltou no ano passado e trabalha material novo.

Ainda teremos uma lenda do Heavy Metal nacional. Sim, cantado em português, isto existe!!! O Harppia surgiu em 82 e fez história no underground nacional, tendo alcançado o sucesso em 85 com o lançamento do histórico EP A Ferro e Fogo, cuja a mítica Salém (A Cidade das Bruxas) tocou bastante nas rádios e festas país afora. Destaque para o timbre pesado das guitarras de Hélcio Aguirra, que formaria logo depois o Golpe de Estado, outra importante banda do nosso verdadeiro Rock. Em 2002 o Harppia voltou a ativa com dois membros da formação original, o vocalista Jack Santiago e o baixista Ricardo Ravache (ex-Centúrias).

Seguindo nesta pegada sobe ao palco o vocalista original do Iron Maiden, Paul Dianno, com a proposta de executar na íntegra o clássico álbum Killers, segundo trabalho da Donzela de Ferro, de 1981, numa apresentação que promete ser histórica.

A programação avança madrugada adentro com bandas históricas do nosso Metal, membros do Sepultura, Overdose, o mítico Vulcano (meus conterrâneos de Santos, pioneiros no som pesado no Brasil), Vodu e Korzus, já de manhã. Seguindo no domingo teremos mais RocknRoll, terminado com o Pop/Rock dos anos 80, com o sempre cáustico e polêmico Lobão, o poeta Arnaldo Antunes e Ultraje a Rigor, executando o impagável álbum Nós Vamos Invadir sua Praia, de 81.

Como se isto fosse pouco... Teremos ainda o palco Canja Rock-Blues, na rua Barão de Itapetininga, em frente à República, onde se apresentarão dezenas de músicos em jam-sessions de Fusion, Groove, Blues, Rockabilly, Rock Clássico, Punk-Hardcore. Músicos que são destaque nos diversos estilos, como o grande guitarrista bluseiro André Cristovam, Celso Pixinga, Toni Campello, pioneiro do nosso RocknRoll nos anos 60, Alex Valenzi, Vasco Faé, Paulo Meyer, Johnny Boy, Edgar Scandurra, Clemente (Inocentes), Wander Wildner (Replicantes), Redson (Olho Seco), Andreas Kisser (Sepultura), Franklin Paolillo (Made in Brazil, Tutti Frutti, Camisa de Vênus), Oswaldo Vecchionne (Made in Brazil), Percy Weiss (Made in Brazil, Patrulha do Espaço, Harppia) e muitos outros. Uma verdadeira celebração histórica!!!

Confira a programação completa:
http://viradacultural.org/programacao/palco/canja-rock-blues

Enfim, ainda teremos Os Mutantes no palco da avenida São João, às 03:00h, apresentando sua nova formação e músicas inéditas. Os Mutantes dispensam maiores apresentações, a banda mais importante do nosso Rock, que nos brindou com genialidades, pérolas que fundiam Pop/Rock/Progressivo/Psicodelismo, e lançou Rita Lee ao mundo. No ano passado o guitarrista e vocalista Sérgio Dias se apresentou no palco Anhangabaú, da Virada, emocionando o público com os clássicos da banda. Este ano certamente a emoção será maior.
Saiba mais sobre esta espetacular banda, reconhecida mundialmente como uma das mais importantes dos anos 60/70:
http://www.osmutantes.com

Resumindo, difícil vai ser escolher ao que assistir! Mas é melhor sobrar do que faltar, não é? Parabéns ao pessoal da Secretaria de Cultura de São Paulo pelo bom gosto na seleção de tantos artistas importantes do nosso RocknRoll!

Vale lembrar que os transportes públicos, ônibus e metrô, estarão funcionando durante toda a madrugada e haverá policiamento intenso nos locais das apresentações. No ano passado andei por todo o Centro histórico sem ter visto uma única ocorrência policial, ainda que tenha ocorrido o lamentável quebra-quebra na Praça da Sé. No palco Rock não houveram tumultos durante toda noite e madrugada, apesar do público de milhares de pessoas. Além dos shows em si, foi um prazer poder caminhar tranqüilamente pelo charmoso Centro de SP em plena madrugada, uma atração à parte.

Nos vemos por lá!

Abraços!

 

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The Man in Black

23/04/2008 às 21:08:39

Meus caros!

Hoje minha singela homenagem vai para um pioneiro do Rock’n’Roll, por quem tenho enorme admiração.

Se estivesse vivo senhor Roy Kelton Orbison, nascido no Texas, estaria completando 72 anos. Infelizmente um ataque do coração silenciou a voz mais bonita do Rock em 1988, aos 54 anos.

O menino Roy, nascido em 36, ganhou sua primeira guitarra aos 6 anos, o que lhe permitiu ter sua primeira banda já aos 13, em 1949. Em 54 estava na universidade quando o amigo Pat Boone o convenceu a montar uma nova banda. Começou a tocar na noite, trabalhando de dia nos campos de petróleo, como o pai. Estas apresentações o levaram a fazer amizade com o lendário Johnny Cash, que o indicou para a Sun Records, em 56, que já contava com Elvis e Jerry Lee Lewis, além do próprio Cash em seu cast. Seu compacto de estréia, Ooby-Dooby, foi o início de uma carreira de grande sucesso.

Nos anos 60 Orbison se tornou tão importante a ponto de ter a admiração dos Beatles, que chegaram a abrir seu shows na Inglaterra, onde Roy conseguiu a proeza de ficar a frente dos próprios rapazes de Liverpool nas paradas de sucesso, como em 64, com Oh, Pretty Woman.

Mas todo este sucesso não foi suficiente para aliviar a dor de duas tragédias pessoais. Em 66 sua esposa Claudette Frady, para quem Orbison havia escrito um de seus sucessos, faleceu ao cair da garupa de sua moto. Dois anos depois outro acidente terrível, enquanto excursionava pela Inglaterra, um incêndio destruiu sua casa, matando dois filhos de seus três filhos, um de 10 e outro de 4 anos. Roy que já era uma pessoa tímida e reservada, passou boa parte de sua vida de luto, razão pela qual, costuma-se dizer, vestia-se sempre de preto.

Nos anos 70, após novo casamento, sua carreira declinou e Orbison entrou em um período obscuro. Porém na década seguinte seus sucessos foram revisitados em novos lançamentos, homenagens e parcerias, que levaram a Voz de Ouro a brilhar como nunca.

Em 1988, pouco antes de sua morte, Roy foi convidado por George Harrison, o eterno guitarrista dos Beatles, a integrar um grupo de superastros (em minha opinião o maior de todos). O Traveling Wilburys contava ainda com ninguém menos que Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Lynne, uma formação que só poderia produzir maravilhas. Conta-se que o respeitável Beatle teria literalmente ajoelhado-se aos pés de Orbison para que este aceitasse participar do grupo.

Tal respeito era comum em relação a Roy, Dylan dizia que ele transcendia todos os gêneros musicais. Já Elvis, o Rei do Rock’n’Roll dizia que The Big’O (apelido de Orbison) era o dono da voz mais bonita do Rock.

Roy se foi antes de ver o sucesso de sua velha canção alcançar novamente as paradas de sucesso ao entrar na trilha sonora do filme Pretty Woman (Uma Linda Mulher), em 1990. Este foi apenas um de diversos filmes com canções suas.

Apesar de todo o sucesso e respeito de seus pares Roy Orbison era um homem modesto, quando perguntado como queria ser lembrado, respondia; “Eu só gostaria de ser lembrado”.

Nós lembramos, Mestre! Nós lembramos...

http://royorbison.musiccitynetworks.com/


 

Roy Orbison no Johnny Cash Show, em 1969 - Crying

http://www.youtube.com/watch?v=CPK_5yJZScQ&feature=related

 

The Traveling Wilburys

Bob Dylan - Jeff Lynne - Tom Petty - George Harrison - Roy Orbison

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Breaking All The Rules!

22/04/2008 às 21:26:47

Hoje a festa é para um importante guitarrista dos anos 70 que quebrou paradigmas e continuou fazendo grande sucesso nos anos 80. Apesar de continuar na ativa por todos estes anos, aqui no Brasil não costuma ter seu valor reconhecido, ou seja, ser lembrado entre os grandes guitarristas de Rock em todos os tempos.

Seus maiores sucessos, Breaking All The Rules, com seu riff inconfundível e Baby I Love Your Way, com seu refrão pegajoso, tocaram exaustivamente nas FMs. Mas poucos lembram que o senhor Peter Kenneth Frampton, hoje completando 58 anos, foi criador em 69 (ao lado do também guitarrista, cantor e compositor Steve Marriot, ex-Small Faces), de uma das mais importantes bandas britânicas da primeira metade dos anos 70, o Humble Pie.

Frampton ficou na banda apenas até 71, período em que lançaram 5 álbuns. Sua decisão de deixar a banda para seguir como artista solo parecia ter sido equivocada no início, uma vez que seus primeiros álbuns não venderam tanto quanto o esperado. Porém tudo mudou em 76, quando a gravadora A&M aceitou o desafio de lançar um álbum duplo ao vivo, por opção do próprio guitarrista. O que mais uma vez parecia uma decisão questionável se mostrou um enorme sucesso, algo que ninguém poderia imaginar. Frampton Comes Alive bateu todos os recordes de vendagem para a época, puxado pelo hit Show Me The Way, tornando-se um dos discos ao vivo mais vendidos da história da música e alçando Frampton à categoria de mega astro do RocknRoll.

Enfim, além de excelente guitarrista, Peter Frampton provou ao mundo que também é um visionário. Hoje o disco de vinil Frampton Comes Alive é peça fácil em qualquer sebo ou loja de usados da esquina, de tanto que vendeu. Além da guitarra, Frampton também canta, compõe e toca piano. Seu último trabalho, Figerprints, saiu em 2006.

www.frampton.com


Confira abaixo, sensacional versão do Humble Pie, ao vivo em 1971, para o clássico I Dont Need No Doctor, de Ray Charles.

http://www.youtube.com/watch?v=LZMmV6xXYFw


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Happy, Happy, Helloween... Helloween... Helloween!!!

21/04/2008 às 10:09:08

Calma, eu sei que ainda falta muito para o Dia das Bruxas, o título acima é o hino entoado a plenos pulmões pelos fãs da grande banda alemã Helloween que se apresentou ontem no Credicard Hall, ao lado do não menos importante Gamma Ray. Mais um grande evento com promoção da KISS.

É verdade que a tão falada animação do público brasileiro não é mais a mesma, o happy, happy, Helloween já foi mais intenso e animado, talvez pelo fato de esta ter sido a 5ª vez da banda por aqui nos últimos 12 anos. Eu tive o privilégio de assistir a todas elas. Já o Gamma Ray eu me lembro de ter visto outras duas vezes, a primeira em 96, em Santos, em um show com pouco mais de 300 pessoas, ou seja, quase uma apresentação particular do Mestre Kai Hansen para os sortudos da vez. Desta ocasião guardo com carinho o ingresso autografado! ;O)

Ontem nós vimos a competência de sempre, as duas bandas desfilaram seus clássicos, sucessos e músicas novas. Mas para mim o ponto emocionante foi ver as duas bandas juntas no palco, ao final da apresentação do Helloween. Isto porque Kai Hansen foi um dos criadores da banda, em 1984 (saiu em 88), ao lado do guitarrista Michael Weikath e do baixista Markus Grosskopf, além do falecido batera Ingo Schwichtenberg. Assim foi muito legal rever os antigos companheiros juntos novamente executando dois hinos do Heavy Metal, as espetaculares Future World e I Want Out. Um final apoteótico para uma noite de muito saudosismo e encontro de velhos amigos. Não pude deixar de lembrar da adolescência, ouvindo Helloween no máximo! 15 anos depois, hehehe...

Dica aos fãs do Helloween, o site We Burn existe há 9 anos e é um dos mais importantes do mundo, tendo sido reconhecido pela própria banda que fornece material em primeira mão aos fãs brazucas. Parabéns aos criadores e mantenedores deste trabalho, Fernando de Santis e Alexandre Amaro.

www.we-burn.com

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IGGY é o cara!!!

21/04/2008 às 18:50:13

Hoje é aniversário de uma lenda viva do RocknRoll! O senhor James Newell Osterberg Jr. tá completando 61 anos! Quem diria que aquele junkie doido que ajudou a mudar os rumos do Rock chegaria a esta idade?

Estou falando de Iggy Pop, que na escola em meados dos anos 60 fez parte de uma banda chamada The Iguanas, apelido que o acompanha até hoje. Iggy, diminutivo de iguana, ainda passou pela banda de Blues, The Prime Movers, mas entrou para valer no Rock ao formar o The Stooges, ao lado dos irmãos Ron e Scott Ashton, em 1967.

Estes por sua vez foram nada menos que a banda que gerou o Punk Rock! Sim, muitas outras bandas merecem crédito nesta paternidade, mas ninguém foi tão PUNK no sentido mais literal da palavra que os Patetas de Michigan, antes mesmo do estilo existir!

São notórias as histórias de Iggy sobre o palco e fora dele, em cena o insandecido vocalista era a imagem da selvageria, debatia-se, atirava-se na platéia, atira-se ao chão e rolava pelo palco, não se importando se este estivesse cheio de cacos de garrafas quebradas. Assim não era difícil ver Iggy ensanguentado em pleno palco, isto quando não cortava a si próprio, entoando pérolas como I Wanna Be Your Dog, No Fun, Not Right, e tudo isto ainda nos anos 60, enquanto outras bandas falavam em paz e amor, hehehe... Fora do palco ele se afundava em produtos ilícitos, o que explica em parte tamanha fúria.

Foi David Bowie quem resgatou Iggy das trevas após o fim dos Stooges, em 74, e o recolocou sob os holofotes. De lá para cá ele se tornou um respeitável cantor de sucesso, com uma voz de impressionar, bem diferente da voz esganiçada de início de carreira. Ao vivo continua com a velha energia de sempre, como pudemos conferir no show em São Paulo, em 2005, ao lado dos Stooges reunidos, onde ele chamou dezenas de fãs ao palco causando uma verdadeira catarse coletiva.

Mas se você quer saber a fundo quem é Iggy, assim como quem são ou foram os New York Dolls, os Ramones e a verdadeira história do Punk Rock, leia o livro Mate-me Por Favor (Please Kill Me), uma obra fundamental.
www.iggypop.com

Imagens raras de Iggy & The Stooges no lendário Grande Ballroom, Detroit, o lar do MC5.
http://br.youtube.com/watch?v=UgF-_e2Xj8s


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A Cura

21/04/2008 às 19:31:37

O outro aniversariante importante do dia certamente também recebeu influência de Iggy, pois sua banda é classificada como Pós-Punk. Nós o conhecemos mais como um dos pais do movimento Gótico, titulo que, aliás, ele renega. Mas não dá para negar que o inglês Robert James Smith, criador, cantor, compositor e guitarrista do The Cure seja talvez o ícone máximo dos Darks, como eram chamados por aqui nos anos 80, época áurea do estilo.

Smith está completando 49, um jovem ainda pela importância que conseguiu ao longo dos últimos 30 anos à frente do Cure (desde 76). Toda a geração de bandas a explodir nos anos 90, do Nirvana a Smashing Pumpkins, passando pelo New e o Gothic Metal, de Nightwish a Lacrimosa, chegando aos incompreendidos Emos, todos, veneram a figura carismática de Robert Smith, seu clássico cabelão negro desgrenhado e o batom vermelho, que também já foi negro.

www.thecure.com

The Cure - Just Like Heaven
http://www.youtube.com/watch?v=ORc5Td_T6og

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Ganhei uma Comunidade!

19/04/2008 às 15:42:03

Amigos!

 

Obrigado pelos comentários nos outros posts, não tem dado para responder, mas leio todos e considero cada palavra! Valeu!!!!

 

Acabei de ganhar uma comuna no Orkut, fiquem à vontade para participar!

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=50116365

 

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Essa é (pré) Punk!!!

16/04/2008 às 22:10:21

Amigos

 

Na última semana tivemos em São Paulo o show de uma seminal banda americana que influenciou meio mundo e causou muita polêmica em sua época.

Não, não estou falando do The Doors, ou o que restou deles, que sem dúvida foi uma grande banda, mas sim do New York Dolls! Não confundir com Toy Dolls e muito menos Goo Goo Dolls, como um comentário que ouvi certa vez em uma outra rádio de SP, hehehe...

As bonecas de Nova Iorque se tornaram uma das bandas mais polêmicas do RocknRoll quando surgiram em cena em 1971. A importância dos New York Dolls passa pelo surgimento do Punk Rock e seus descendentes, Pós-Punk e New Wave, até o Hard/Glam dos anos 80/90.

Cansados da sonoridade cada vez mais rebuscada que as bandas vinham buscando, com longa viagens progressivas e mega eventos de efeitos pirotécnicos, tais como Yes, Genesis, Gentle Giant, resolveram misturar o Rock cru e sujo dos Stooges e do MC5 ao lance Glam de Marc Bolan. Desta mistura explosiva surgiu um bando de marmanjos tocando um som tosco e vestidos de mulher da cabeça aos pés! Sim, este foi o grande motivo da polêmica em torno dos NYD, afinal Iggy e companhia já tinha chocado na atitude e na tosqueira, assim como o MC5 na truculência e na verve política. Por outro lado Bolan já exibia seu visual andrógino, mas os Dolls chutaram o balde, não apenas abusaram da maquiagem, do salto alto e das calças justas, eles usavam vestidos, cintas-liga, espartilhos, bijouterias e outros apetrechos dignos das moças de vida fácil das esquinas de New York.

Agora imaginem a reação da opinião pública no início dos anos 70 diante de figuras tão exóticas...

Fato é que musicalmente o NYD não emplacou, os primeiros discos não foram bem trabalhados e poucos anos após o impacto inicial a banda se desfez. Brigas internas por desentendimentos na produção e divulgação dos discos, abuso de drogas, problemas que contribuíram para o fim, estiveram presentes desde o início com a morte do baterista Billy Murcia afogado em uma banheira, onde os companheiros o deixaram para curar uma bebedeira...
Mas se não foram um grande sucesso comercial, ao menos tiveram o mérito de ajudar a revolucionar um estilo musical que andava burocrático. Certamente tiveram influência no som dos Ramones que surgiram logo depois e lançariam a pedra fundamental do Punk Rock em 76, além de inspirarem a criação dos Sex Pistols.

Em 1974 os Dolls conheceram Malcolm Mclarem, dono de uma grife inglesa de roupas alternativas que estava em NY para uma feira. O então parceiro da estilista Vivienne Westwood se impressionou pelo estilo dos rapazes e passou a empresariá-los. Foi a partir da imagem e da postura dos Dolls que ambos criariam a imagem dos Sex Pistols logo depois, principalmente na figura do lendário guitarrista Johnny Thunders (1952-1991), o verdadeiro protótipo do punk-rocker.

O New York Dolls terminou em 77, de lá para cá entre idas e vindas lançaram alguns poucos discos (todos ao vivo), o vocalista David Johansen virou Buster Poindexter, uma figura cômica com uma mistura curiosa de ritmos. Voltaram em 2004, apenas com Johansen e o guitarrista Syl Sylvain da época clássica, lançaram o terceiro disco de estúdio em 2006 e agora se dedicam a rodar o mundo e enlouquecer gerações inteiras que apenas ouviram falar na lenda, a banda que se vestia de mulher, mas que hoje já não ostenta mais o visual boneca que lhe tornou mais conhecida.

Entre as bandas que foram claramente ou admitiram ter sido influenciadas pelos Dolls, estão nada menos que Ramones, Kiss, Blondie, Television, Dead Boys, Sex Pistols, The Clash, The Smiths, The Cure, Hanoy Rocks, Motlëy Crue, Twisted Sisters, Talking Heads, Skid Row, Poison, Ratt, Cinderella e todas as outras que abusavam da maquiagem, dos biquinhos e calças agarradas... Além do Nirvana e demais bandas da geração e grupos atuais de Hard Rock, como Backyard Babies, The Hellacopters, The Darkness e outros.

O Guns n Roses em seu último trabalho, o disco de covers The Spaghetti Incident?, de 1993, gravou o clássico Human Being dos Dolls e You Cant Put Your Arms Around a Memory de Johnny Thunders.

www.nydolls.org

 

New York Dolls - Personality Crisis (73)
http://www.youtube.com/watch?v=s2-iwHbnXXo

 

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