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BLOG: Alexandre Gomes

Trocando o troco

21/03/2010 às 11:42:37

Ufa! Enfim estou finalizando minha faculdade de jornalismo. Não foi nada fácil. Não falo isso por conta da obrigatoriedade de assistir aulas, fazer resenha, vídeos, matérias, fotos e porque não, resenha como essa.

 

Li livros e mais livros de autores que nem imaginava que existiam. E olha que sempre gostei de ler, mas, na universidade aprendi que nunca sabemos o suficiente.

 

Já havia escrito em outra oportunidade dos autores que tenho afinidade; Luiz Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabour, Vieira Fazenda e claro, o meu preferido, Mario Prata. A necessidade de ler muito, me fez conhecer melhor cada um desses cronistas e outros escritores que me ensinaram um pouco dessa profissão apaixonante.

 

Em uma das pesquisas para trabalho, li um livro que falava das mudanças nos nomes. Explico; Fim de semana por exemplo... agora todo mundo fala ou escreve “final de semana”. Mas o que tem de errado com o “fim de semana”? Nada! Mudaram apenas pra ficar bonitinho.

 

Mario Prata também fala isso em uma crônica que segue abaixo:

 

 

Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e perguntou:

- Luminária?

Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajur. Não, abajur mesmo, eu disse.

- De teto?

Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua. Ou eu estava muito velho ou ela estava muito nova. No meu tempo - e isso faz pouco tempo -, o abajur a gente punha no criado-mudo, na mesinha da sala. E lá em cima era lustre.

- Lustre?

Descobri que agora é tudo luminária. Passou por spot, virou luminária. Pra mim isso é pior que bandeirinha virar auxiliar de arbitragem e passe (no futebol) chamar-se - agora - assistência.

Quem são os idiotas que ficam o dia inteiro pensando nessas coisas? Mudar o nome das coisas? Por que eles não mudam o próprio nome? A mocinha-da-luminária, por exemplo, se chamava Mariclaire. Desconfio até que já tivesse mudado de nome. Pra que mudar o nome das coisas? Eu moro numa rua que se chama Rodovia Tertuliano de Brito Xavier. Sabe como se chamava antes?

Caminho do Rei. Pode? Pode. Coisa de vereador com michoca na cabeça e tio para homenagear. Mas lustres e abajur, gente, é demais.

Programação de televisão virou grade. Deve ser para prender o espectador mais desavisado. Entrega em domicílio virou delivery. Agenda de correio, mailing.

São os publicitários, os agentes de marquetingui? Quer coisa mais bonita do que criado-mudo? Existe nome melhor para aquilo? Pois agora as lojas vendem mesa-de-apoio. Considerando-se a estratégica posição ao lado da cama, posso até imaginar para que tipo de apoio serve.

Antigamente virava-se santo. Agora vira-se beato, como se já não bastassem todas todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro, nasceu com o nome de cérebro-eletrônico. Sabia dessa? E sabia que o primeiro computador, perdão cérebro-eletrônico, pesava 14 toneladas? E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época diziam que até o final do século, se poderia fazer computadores de apenas uma tonelada?

E você sabe o que é dentifrício?

Outra palavrinha nova é stress. Pode ter certeza, minha jovem, que, antes de inventarem a palavra, quase ninguém tinha stress. Mais ou menos como a TPM.

Se a palavra está aí a gente tem de sofrer com ela, não é mesmo? No meu tempo o máximo que a gente ficava era de saco cheio. Estressado, só a turma do luau.

E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e não jardim de verão?

E, se você quiser mudar o nome desta crônica para lingüiça, pode. Desde que coloque o devido trema. Também conhecido como dois pinguinhos.

PS. Mais uma vez estou escrevendo a crônica antes do jogo contra a Bélgica.

Me lembro agora que em 1963, com aquele timaço bicampeão do mundo, perdemos deles de 5 a 1, em Bruxelas. Mas, dois anos depois, no Brasil, ganhamos de 5 a 0 com Pelé fazendo três.

 

(Mario Prata)

 

Flavia

26/07/2010 às 09:51:10

teste

Oswaldo

20/05/2010 às 11:47:28

Pô Alexandre,muito boa a sua crônica e mais ainda a do Mário Prata,que também gosto muito,principalmente pelo humor.Como você pôde (com acento ainda) ver ainda não consigo saber a pontuação correta nas frases mas admiro quem o faça.P.S: O Mário só não se lembrou de falar do p.s(post scriptum) que quer dizer escrito depois e nós fazemos sem perceber.abraço e sucesso. Oswaldo Magrão-Guarulhos-SP

Lygia

14/05/2010 às 11:46:04

Parabéns pelo post e principalmente por ter conseguido concluir a faculdade. Também faço Jornalismo, ainda estou no 1° semestre, tenho muito chão pela frente, não?! Abraço!

Andréa

26/03/2010 às 03:24:24

Parabens Alê por terminar o seu curso de Jornalismo! Eu cursei a faculdade e não terminei porque escolhi o curso errado! mas tudo bem vou terminar ainda pois nunca é tarde para estudar! Na Vida nada é fácil! Mas se Tudo fosse fácil não teria Graça não é mesmo? Tudo o que vem Fácil vai Fácil na minha opinião! Eu cursei a faculdade durante tres anos e fazia o curso de Administração de Empresas mas não gostei e desisti perdi o que eu estudei mas Eu não desisti e nem me arrependi vou começar de novo porque Nunca é tarde! e Eu nunca Desisto dos meus Objetivos e Sonhos! Alê você já é um otimo Locutor com certeza vai ser um otimo Jornalista! Boa Sorte na nova carreira e na Vida tb!!!!!!!!! Olha a hora da Madrugada e Eu Estudando,lendo e olhando o seu Blog! Eu adoro a Lua a Noite e a madrugada! Sou sua Fã! Beijoss The Gothicsssssssss

Carol

24/03/2010 às 08:37:41

Parabéns Alê por romper mais um obstáculo na sua vida. Tive a oportunidade de trabalhar com o Mário Prata, ótima pessoa e jornalista sensacional. Espero que se torne tbm um Mário Prata. Bom, vc já é uma ótima pessoa. Continue nos brindando com seus textos.

Josue

22/03/2010 às 21:36:52

Porque sera que mulher é que nem jogo de video game novo ? depois que zera perde a graça (parcial) ? kkkk

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