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Sábado, 25 de julho de 2008
Led Zeppelin - Rock sem prazo de validade
Há 30 anos o Led Zeppelin deu um brilho especial ao rock dos anos 70
por Gabriel Sáez - Revista TORO
Há 30 anos o Led Zeppelin deu um brilho especial ao rock dos anos 70, elevando-o a um posto épico que talvez nem os integrantes da banda pudessem imaginar.
A história começou em 1966, quando Jimmy Page juntou-se aos Yardbirds, ao lado de Jeff Beck na guitarra. Mas devido ao difícil temperamento de Beck todos os integrantes resolveram abandonar a banda. Então Page, com a ajuda do empresário do grupo Peter Grant, assumiu os direitos do grupo e saiu em busca de novos músicos para seguir em frente.
A primeira pessoa com quem teve contato foi John Paul Jones (que assumiria o posto de tecladista e baixista do Zeppelin), com quem já havia tocado nos anos 50. Assim que recebeu o convite, Jones se colocou à disposição.
Page também estava à procura de um cantor de rock que soubesse interagir naturalmente com seus solos de guitarra. E a partir da recomendação de Terry Reid (também vocalista) foi conferir Robert Plant em ação.
A principal referência de Plant era Elvis Presley, além de uma série de bluesmen norte-americanos como Bukka White e Skip James. No momento em que o vocalista cantou uma versão de “Somebody to Love”, do grupo psicodélico Jefferson Airplane, Page percebeu que era exatamente a voz de que sua nova banda precisava.
A sonoridade que o guitarrista queria dar ao seu novo grupo já estava definida. No segundo encontro com Plant, enquanto tocava “Babe I'm Gonna Leave You”, até então gravada somente por Joan Baez, comentou que gostaria de colocar canções como esta em outro contexto - o que fazia todo o sentido para Plant. Se esse encontro tivesse sido com outro vocalista, o som do Led Zeppelin poderia ter seguido outro rumo. O fato é que a afinidade de pensamento entre ambos sempre foi uma das grandes qualidades do grupo.
A indicação de John Bonham foi dada por Plant, que já havia trabalhado com o baterista. As influências deste quarto integrante estavam mais voltadas para o funk/soul de artistas da gravadora Motown, além de bateristas de jazz como Gene Krupa. Mas sua principal inspiração foi Ginger Baker, do Cream. Segundo Bonham, Baker foi o primeiro a trazer uma nova atitude, na qual o baterista não era somente um músico esquecido no fundo do palco. Esta definição servia ao baterista do Zeppelin, que era constantemente expulso de bares por tocar alto demais. Ele definitivamente não era apenas um acompanhador, mas sim uma das estrelas da banda, no mesmo patamar dos demais integrantes.
Foi assim se formou a banda que ampliou os limites do rock e continua influenciando novas gerações de músicos.
A música do Zeppelin continua viva
No ano passado o Led Zeppelin ocupou novamente um lugar de destaque na mídia. Robert Plant lançou um disco solo, uma nova coletânea e um DVD chegaram ao mercado, e um aguardado show com a presença dos integrantes originais da banda aconteceu em Londres.
Em novembro de 2007 foram lançados, quase que simultaneamente, uma edição especial do DVD The Song Remains the Same – um dos únicos registros ao vivo do grupo – e Mothership - The Very Best of Led Zeppelin, uma compilação com 28 pérolas da banda, acompanhada por um DVD bônus.
The Song Remains The Same registra um show no Madison Square Garden, em NY. Ele é ilustrado por várias cenas da banda, desde a preparação para a apresentação, imagens de backstage, e do cotidiano de cada integrante. Esta edição especial não contém muitos extras, somente um trailer do filme e uma qualidade de imagem superior a da versão original. Para quem ainda não tem o registro, vale o investimento.
A coletânea é uma boa introdução ao trabalho do grupo, bem ao estilo dos discos Early e Latter Days, lançados em 1999 e 2000, respectivamente. Porém, Mothership tem a vantagem de ser um álbum duplo. Conta com as canções mais conhecidas da banda, entre elas “Good Times Bad Times”, “Communication Breakdown”, “Dazed and Confused”, “Babe I'm Gonna Leave You”, “Imigrant Song”, além de algumas excelentes faixas da fase final da carreira, como “Trampled Over Foot” e “Kashmir”, do álbum Physical Graffiti, e “Achilles Last Stand”, do álbum Presence.
Já o novo disco solo de Robert Plant, Raising Sand, é uma parceria com a cantora Alison Krauss. O resultado é um belo álbum de folk music, gênero que Plant sabe interpretar com classe desde os tempos de Led Zeppelin (principalmente nos álbuns Led Zeppelin III e Physical Graffiti).
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