Blog Rodrigo Branco
20/08/2008
As grandes vozes do Rock'n'Roll!
Agosto é um mês propíicio ao nascimento de grandes vocalistas. Ontem tivemos ninguém menos que Ian Gillan, The Silver Voice of Deep Purple. Hoje mais duas vozes de extrema importância para o Rock'n'Roll.
Mr. Robert Anthony Plant chega aos 60 hoje. O eterno vocalista do Led Zeppelin que vem mantendo sua palavra nos últimos 28 anos e não reativou a antiga banda, apesar das pressões gigantescas de fãs e da indústria musical com suas propostas milionárias. Mr. Plant tá feliz cantando ao lado da cantora Country/Pop estaduniense, Alisson Krauss. Integridade artística é isto aí!
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Já o outro homenageado do dia não se encontra mais entre nós. Mr. Phillip Parris Lynott estaria completando 59 anos hoje, se não tivesse falecido precocemente aos 36, em 1986, vítima de uma pneumonia e falência cardícia em decorrência do abuso de álcool e drogas durante anos. O irlândes Phill será eternamente lembrado como o vocalista e baixista do Thin Lizzy, além de tocar diversos outros instrumentos, também atuou como produtor musical.
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Curiosidade, antes do Thin Lizzy, Lynott teve uma breve passagem pelo Skid Row! Sim, mas estamos falando do Skid Row original, nenhuma relação com Sebastian Bach e companhia. Estes na verdade acabaram comprando o nome em 1987 por 35.000 doletas. Já a clássica banda irlandesa surgiu em 67 e contava com o grande guitarrista Gary Moore, que depois chegou a tocar com o Thin Lizzy em shows., lançou dois álbuns em 70 e 71.
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Este episódio mostra que o pessoal nos 80, ou não tinha muita criatividade para nome das bandas, ou não conhecia bem a história do Rock. Isto porque outra banda britância surgida em 67 e que lançou diversos discos até meados dos anos 70, chamava-se simplesmente Nirvana! Pois é, o Nirvana original retornou à ativa em 85, portanto antes da formação da banda de Kurt Cobain, e continua na estrada até hoje.
Estátua em homenagem à Phill Lynott, em Dublin, Irlanda.

19/08/2008
A nata do Rock'n'Roll!
19 de agosto é a data de nascimento de três gênios do Rock'n'Roll, cada um mestre em sua especialidade. Juntos poderiam formar um superbanda.
Peter Eduard 'Ginger' Baker completa hoje 69 anos! Um dos melhores bateras de todos os tempos, tocou com John Mayll's Bluesbrakes, Blind Faith e no espetacular Cream, com Eric Clapton e Jack Bruce, o maior power-trio da história, ao lado do Experience de Jimi Hendrix, Noel Redding e Mitch Mitchell.
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John Eduard Deacon completa hoje 57, o eterno baixista do Queen, que preferiu se retirar do mundo musical em 97 e não embarcou no 'novo' Queen, com Paul Rodgers no vocal.
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Ian Gillan completa 63, o grande vocalista do Deep Purple, dono de uma das mais belas e potentes vozes do Rock'n'Roll. Ele que entrou para a banda quando esta já conhecia o sucesso, se preparando para lançar seu quarto álbum, mas tornou-se referência quando se fala no grupo.
Parabéns!!!
O psicodélico Cream - A Nata do Rock'n'Roll!

18/08/2008
O sonho acabou...
Manhã do dia 18 de agosto, há exatos 39 anos chegava ao fim o maior festival de música de todos os tempos, o mítico Woodstock.
Planejado para durar três dias, de 15 à 17 de agosto de 1969, acabou terminando apenas na manhã do dia 18 com a antológica apresentação de Jimi Hendrix. O público esperado, cerca de 50 mil pessoas, chegou a inacreditáveis 400 mil. Isto contando por cima, pois a organização perdeu totalmente o controle da entrada e milhares entraram sem pagar e sem nenhum tipo de controle.
O desprepado da organização permitiu que os shows atrasassem tanto, que Hendrix que deveria ter tocado no domingo à noite, encerrando a festa, só foi entrar na segunda de manhã, quando o público era cerca de apenas 30 mil pessoas.
Apesar de tamanha desordem, o festival foi um grande sucesso e entrou para a história não apenas do Rock'n'Roll, mas da humanidade, afinal poucas vezes se viu um movimento de massa tão grande, onde milhares de pessoas ser uniram em torno de um mesmo ideal, para celebrar a paz e curtir boa música.
No entanto aquele foi o último suspiro de um sonho, uma utopia, que logo seria esmagada pela realidade terrível da guerra do Vietnam, da crise econômica, da truculência da repressão governamental. Era o fim da Era Hippie, um sonho que se não logrou construir um mundo melhor, mais justo, ao menos modificou de forma irreversível o mundo duro em que vivemos.
Viva Woodstock!!! 1969 - 2008
Esperamos para o ano que vem comemorações pelos 40 anos deste grande festival.

17/08/2008
Bizarra coincidência?

Ontem depois que escevi o texto abaixo, falando sobre a data fatídica em que perdedos o Rei do Rock'n'Roll, é que me dei conta de uma enorme coincidência. Foi neste mesmo dia, 16 de agosto, que o mundo perdeu o maior nome do Blues em todos os tempos, o homem que virou lenda, Robert Johnson!
A coincidência reside no fato de que foi Johnson o maior inspirador do que viria ser o Rock'n'Roll, ainda no início dos anos 30. Seu modo de tocar e compor influênciaram diretamente figuras como Muddy Waters, Howlin' Wolf, Bo Diddley, já na década de 40, que por sua vez inspiraram os primeiros Rockers, nos anos 50.
A morte de Robert Johnson aos 27 anos é até hoje um mistério, alguns dizem que foi envenenado por um marido ciumento, outros que foi morto por arma de fogo ou ainda que o diabo teria cobrado o preço por um pacto feito na encruzilhada...Fato é que Crossroads virou um dos maiores clássicos do Blues e do Rock'n'Roll...
Estranhamente ambos, Robert Johnson e Elvis morreram no mesmo dia... E agosto ainda levou Raul Seixas...
16/08/2008
God Save The King!
Há exatos 31 anos o mundo perdia o maior ícone do Rock'n'Roll em todos os tempos, The Hillbilly Cat, Elvis The Pelvis, The Rock'n'Roll King;
Mr. Elvis Aaron Presley!
Nascido a 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississipi, faceleu em 16 de agosto de 1977, em Memphis, Tennessee, lugar que adotou como lar, onde conheceu o sucesso através da lendária Sun Records.
Todos os pioneiros do Rock'n'Roll, com destaque para 'The Killer' Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chuck Berry, Johnny Cash, Roy Orbison, Bo Diddley, Gene Vincent, Eddie Cochram, merecem a mesma reverência e respeito que Elvis, mas o Sr. Presley levou o Rock'n'Roll a um nível jamais imaginado, dando a sustentação a este que seria considerado o estilo musical mais importante do século XX.
Lamentavelmente Elvis nos deixou cedo, aos 42 anos, vítima do abuso de remédios, resultado da vida desregrada do maior rockstar de todos os tempos. Podia estar por aí até hoje nos maravilhando como seus companheiros Jerry Lee e Chuck Berry, que já na casa dos 70, 80, continuam fazendo o Rock rolar. Elvis estaria com 73 hoje. Infelizmente não está, mas se o homem se foi, ficou a lenda, o mito. E este mito continua mais forte que nunca, provando que Elvis jamais morrerá e que, graças a ele, o Rock'n'Roll será eterno!
Salve Elvis Presley - O Rei do Rock'n'Roll!!!

04/07/2008
KISS Rock Festival - Sucesso total!!!

Amigos... ainda estou recuperando o fôlego... A festa da KISS foi um sucesso!!!
Foram meses de preparação, planejamento e muita divulgação. Claro que a ansiedade era gigantesca. Como seria a festa, será que daria tudo certo? São tantos detalhes a serem pensados para um evento desta proporção... Por outro lado percebíamos a mesma ansiedade por parte dos amigos que nos acompanham todos os dias e se manifestavam através de mensagens eufóricas a respeito da festa.
Enfim chegou o grande dia e para alegria de todos a festa foi excelente, tudo funcionou como deveria, casa cheia, público animado, bandas afiadas, som ótimo! A confraternização foi total entre os amigos ouvintes, a equipe de profissionais da KISS e as bandas.
A festa começou animada com o NASI e uma competente banda que conta com o grande baixista Gaspa, seu antigo companheiro de IRA! O público acompanhou sucessos como Tarde Vazia, Poeira nos Olhos (dos Irmãos do Blues), Bebendo Vinho (Wander Wildner) e Pra Ficar Comigo, versão brazuca para Train in Vain, do The Clash. Ao voltar ao palco acompanhado do pessoal do CQC (o programa jornalístico/humorístico da Band) que compareceu para cobrir a festa da KISS, Nasi foi ovacionado pelo público e precisou mandar 'a capela' trechos de sucessos de sua ex-banda, Envelheço na Cidade e Pobre Paulista, cantadas em coro.
Pra Ficar Comigo – NASI no KISS Rock Festival
Logo em seqüência foi a vez do grupo californiano T.S.O.L. mostrar seu Rock'n'Roll enérgico e cativante com sucessos como Sixteen, Hit and Run e o clássico Flowers by the Door. Músicas que marcaram época entre o pessoal que curtia skate, surf e Punk Rock nas décadas passadas.
Hit and Run – TSOL no KISS Rock Festival
http://mais.uol.com.br/view/92db81ral8qx/tsol-toca-hit-and-run-no-via-funchal-em-sp-04026CE0A97307
Em seguida subiram ao palco os britânicos Gene Loves Jezebel com um som
mais dançante e belas melodias. Cativaram a todos com Desire, 20 Killer Hurts, Breaking The Chain e outros sucessos que bombavam as pistas de dança nos
anos 80. Destaque para o vocalista Jay Ashton que não parou um segundo.
Over the Rooftops – GLJ no KISS Rock Festival
Da mesma geração e cena musical do GLJ veio o Echo and the Bunnymen, ainda mais experientes que seus conterrâneos, a banda de Ian McCulloch e Will Sargeant era sem dúvida a atração mais esperada da noite. Não por acaso, o Echo é dono de hits que a cerca de 20 anos tocam sem parar em rádios de todo o mundo. E não poderiam faltar Bring on the Dancing Horses, Seven Seas, The Killing Moon, Lips Like Sugar e outras que levantaram o público e botaram a galera para dançar, encerrando assim uma maratona musical que certamente trouxe ótimas recordações e deixará muitas outras.
Seven Seas – KISS Rock Festival
http://br.youtube.com/watch?v=BtB2CtiioGk
Parabéns KISS FM por mais esta conquista! Parabéns a todos que estiveram envolvidos na produção desta grande festa e todos aqueles que fazem esta bela Rádio ser o que é! Parabéns a todos que ouvem e prestigiam a KISS diariamente e aqueles que estiveram presentes nesta grande celebração.
O aniversário da KISS é dia 13/07, no Dia Mundial do Rock, mas a comemoração começou em grande estilo neste dia 02 de julho que já entrou para história do Rock em São Paulo.
19/06/2008
Guerreiros, espadas, fadas e duendes

Com tantos shows ocorrendo no Brasil, algumas atrações passam quase despercebidas. Martin Walkyier é um nome que pode não ser familiar a maioria dos fãs de Rock, principalmente aqueles que curtem Heavy Metal e suas vertentes. Mas o fato é que Walkyier foi praticamente o fundador de um novo estilo dentro do Rock/Heavy Metal ao criar o Skyclad, em 1990.
O estilo em questão é o Folk Metal, ou seja, Heavy Metal com temática folclórica, a princípio cultura/mitologia Celta, depois surgiram grupos voltados à memória germânica/nórdica e outras culturas.
É verdade que outros já haviam abordado o tema com maior ou menor profundidade, desde a época do lendário Jethro Tull, passando pelo obscuro Bathory, até o Metal posudo do Manowar e o próprio Walkyier com o Thrash Metal do Sabbat.
Mas pode-se dizer que foi o Skyclad, surgido em 1990, a banda que definiu o Folk Metal, estilo que cresceu bastante nos últimos anos, onde se destaca o uso de violinos, flautas, gaitas, acordeons, percussões e outros instrumentos tradicionais que nos remetem a épocas medievais. É claro que as letras da banda também abordam assuntos diversos, com destaque para temas políticos e consciência social.
Walkyier
deixou o Skyclad em 2001, a banda seguiu com outro vocalista e ele com outros projetos, como The Clan Destined e o próprio Sabbat novamente.
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=195494702
Skyclad (com Walkyier) – Inequality Street
www.youtube.com/watch?v=g9okEh95JAc&feature=related
Building A Ruin - Ao vivo no Wacken Open Air – 98
www.youtube.com/watch?v=wsTOEKKNHAU
Walkyier com Tuatha De Dannan, Varginha/MG – 14/06/2008
http://br.youtube.com/watch?v=FpD3g4D4GZs&feature=related
No Brasil demorou a surgir uma banda no estilo, porém quando o Tuatha De Danann apareceu no cenário, no final de década de 90, ficou claro que ali estava surgindo um grupo que iria levar o nome do Brasil além de nossas fronteiras.
Proveniente de Varginha, Minas Gerais, o Tuatha De Danann
pratica um Folk Metal de primeira linha com temática Celta/Medieval e belas
composições. No som do Tuatha misturam-se momentos de violão e guitarras distorcidas, suaves vocais femininos e momentos guturais, violinos e flautas
doces e transversais, onde fica clara a influência de Ian Anderson e companhia. Já são 4 excelentes trabalhos na bagagem.
Tentar descrever o som do Tuatha é perda de tempo, é preciso ouvir. Uma coisa é fato, você será transportado a uma atmosfera lúdica, de seres mágicos, fadas, duendes, gnomos, tavernas, reis e cavaleiros. Em um momento pode dar a impressão de se estar dentro de um castelo medieval, como no refrão de Behold The Horned King, ou em pleno filme O Senhor dos Anéis, ou ainda em meio a uma antiga floresta caminhando ao lado do anão Finganforn, ou na Irlanda em tempos passados, como nas belíssimas instrumentais Celtia e Abracadabra...
E o melhor de tudo isto é que ambos, criador e criatura, Martin Walkyier e Tuatha De Danann estão excursionando juntos pelo Brasil! No último final de semana tocaram no já tradicional festival Roça ‘n’ Roll, de Varginha, nesta sexta é a vez de Campinas, no sábado Ribeirão Preto e domingo São Paulo recebe os pioneiros do Folk Metal em uma celebração histórica.
Na humilde opinião deste locutor/blogueiro, o Tuatha De Danann é a melhor banda de Heavy Metal brasileira em todos os tempos e a mais importante na atualidade. Não é a toa que estão conquistando enorme projeção internacional, já tendo excursionado com sucesso pela Europa e agora recebendo aqui o lendário Walkyier, pela primeira vez no Brasil, figura que dispensa elogios, um mestre.
Veja e ouça: www.tuathadedanann.com.br
The Last Words - Ao vivo no Centro Cultural São Paulo – Out. 2007
www.youtube.com/watch?v=YZuB2gacttU&feature=related
Tan Pinga Ra Tan / Finganforn – Acústico no CCSP – Jan. 2008
www.youtube.com/watch?v=l8tSk-eU6UU&feature=related
Believe: It’s True – Ao vivo no Programa do Jô
www.youtube.com/watch?v=hg5kSq00sQg&feature=related

13/06/2008
Megadeth! Megadeth! Megadeth!!!

Na última sexta São Paulo recebeu mais uma vez o grande Megadeth, banda que por anos rivalizou com o Metallica pelo posto de maior nome do Thrash Metal. Tal rivalidade tinha raízes profundas, afinal Dave Mustaine, o guitarrista, vocalista e mentor do Megadeth participou do início da banda de James Hetfield, mas foi chutado devido a sua grande disposição para se chapar e causar problemas.
Isto ocorreu há 25 anos e Mustaine prometeu que criaria uma banda melhor que o Metallica. E ele conseguiu... ao menos dividir o público. Nos anos áureos de ambas as bandas havia uma clara divisão entre os fãs, uns eram do time do Metallica e outros levantavam a bandeira do Megadeth.
Com o tempo o Metallica seguiu o caminho mainstream e foi ficando cada vez mais pop, a ponto de lotar estádios. Já o Megadeth continuou uma típica banda de Metal, apesar de alguns hits radiofônicos.
Se bem me lembro esta foi a sexta vez da banda no Brasil, desde o Rock In Rio II, em 91. Eu vi as últimas cinco e sempre tive a impressão de que cada novo show é mais fraco que o anterior. Isto de certa forma é um processo natural, mas não obrigatório. Acontece que Dave Mustaine continuou com seus imbróglios ao longo dos anos, o que culminou em internações para desintoxicação, um problema nos nervos do braço que quase lhe custou a capacidade de tocar e a companhia dos antigos parceiros de banda. Assim foram-se Marty Friedman, um espetacular guitarrista que somava grande qualidade ao grupo, o baixista David Ellefson e o batera Nick Menza, a formação mais importante do grupo, como antes já haviam ido Cris Poland e Gar Samuelson, da formação original, Jeff Yong e Chuck Behler, da formação posterior...
Todas estas mudanças e problemas somados a discos 'mais fracos' lançados nos últimos dez anos, e mais várias mudanças de formação, tiraram parte da antiga pegada e peso do Megadeth. É verdade que Mustaine continua matador com suas palhetadas ultra rápidas, solos cortantes e vocais rasgados, mas o show soou-me um tanto burocrático, ainda mais para quem não acompanhou de perto os últimos trabalhos da banda, já que foram tocadas várias músicas destes álbuns, em um setlist menor do que de costume para o restante da turnê. No início Mustaine parecia um tanto apático no palco, parado em frente ao microfone, com os cabelos na cara, emendando as três primeiras músicas sem olhar para a platéia. E justo quando parecia que a coisa iria esquentar, eis que o lado encrenqueiro da estrela do show resolve reaparecer. Em um momento digno de Caetano Veloso, o vocalista/guitarrista reclamou do som, gritou com o técnico, abandonou o palco abruptamente, voltou e tornou a abandonar o cenário. Tudo sem dar a mínima para a platétia que assistia chocada. A tal paralisação durou mais de 20 minutos, onde os técnicos resolveram 'repassar' o som. Sinceramente nunca vi nada igual em centenas de shows em que fui nos últimos 20 anos. Tudo bem ser profissional e exigir qualidade de som, porém uma satisfação mínima às 5 mil pessoas que pagaram para lhe ver não custa nada...
Após a cena, o som melhorou, mas não o humor de Mustaine, e foi bom ouvir novamente clássicos absolutos como Hangar 18, In My Darkest Hour, Peace Sells, Holly Wars e os mega-hits A Tout Le Monde, cantada em coro pelo público e Symphony of Destruction, com o tradicional grito 'Megadeth' partindo da plateia no ritmo do riff matador da música.
Enfim, após tantos anos de convivência e adoração da banda pelos fãs brasileiros, acho que merecíamos um pouco mais...
Ah, e o título de maior banda da história do Thrash Metal no fim vai para... o Slayer! Hehehe... Banda que aliás chegou a emprestar o poderoso guitarrista Kerry King ao Megadeth no comecinho de carreira. Mas ao contrário dos seus conterrâneos, o Slayer nunca aliviou seu som, nunca tentou ser mainstream, não flertou com as novidades, nem com o eletrônico. Ao contrário, até hoje continua soando cada vez mais... Thrash Metal!
Peace Sells... But Who's Buying?
http://www.youtube.com/watch?v=tFIJuP4kTh0
A Tout Le Monde
http://www.youtube.com/watch?v=Od1_XWsps88&feature=related
Symphony of Destruction (Megadeth, Megadeth, Megadeth!!!)
http://www.youtube.com/watch?v=cgG5OKFeEzc&feature=related
02/06/2008
Adeus King of Jungle Beat!!!
02 de junho de 2008, esta data entra para a história do Rock'n'Roll como o dia da perda de um gênio.
Hoje o mundo perde um dos criadores do Rock'n'Roll, Bo Diddley!

Nascido Ellas Otha Bates, em McComb, Mississipi, em 1928, Ellas adotaria o sobrenome de sua mãe adotiva, McDaniel, com o qual ficaria conhecido. Mas foi o apelido adquirido nas ruas da violenta Chicago, no anos 40, que o ajudaria a criar o ritmo que revolucionaria o mundo. Ali nascia a lenda Bo Diddley, que após ouvir John Lee Hooker usou o talento para a música, descoberto nas aulas de violino na infância, para criar seu prórprio estilo de tocar guitarra.
Tal
estilo, rápido, repetitivo, hipnótico, recebeu a alcunha de Jungle
Beat, uma batida selvagem para os padrões da época. Algo que levava as
platéias ao êxtase.
Estas características fizeram de McDaniel mais do que um artista de Blues, o transformaram em um dos autênticos pais do Rock'n'Roll, uma vez que já praticava no início da década de 50 o tipo de som que viria a explodir alguns anos depois. Seus clássicos 'Bo Didlley' e I'm a Man, de 1954, serviram de inspiração para todas as gerações posteriores. Esta última tão parecida com Mannish Boy, de Muddy Waters, que não se sabe ao certo quem copiou quem... Aliás, a rivalidade entre ambos, tanto como Bluesman, como progenitores do Rock'n'Roll, é um capítulo à parte.
Outro clássico de autoria de Diddley, Who Do You Love, recebeu dezenas de versões ao longo das décadas, The Rolling Stones, Yardbirds, The Doors, The Band, Patti Smith, George Thorogood, The Woolies, são apenas alguns dos grandes nomes a reverenciar o mito.
Diddley atravessou cinco décadas na estrada com sua emblemática guitarra quadrada, modelo fabricado artesanalmente por ele próprio, e o chapéu preto. Foi homenageado muitas vezes, teve grandes músicos tocando em seus discos e homenageou tocando com outros artistas, recebeu um Grammy, entrou para o Rock'n'Roll of Fame e etc. No ano passado sofreu um infarto que deixou sequelas. Hoje um novo infarto fulminou o músico de 79 anos.
Sempre polêmico, Diddley já surgiu rivalizando com os grandes de sua época. Pouco antes de morrer, apesar da idade avançada, continuava com a língua afiada. Talvez se ressentisse por não ser devidamente lembrado. Costumava lembrar que outros pioneiros, como Little Richard e Elvis Presley só viriam a aparecer dois ou três anos depois dele, sendo portanto ele, Bo Diddley, o verdadeiro Pai do Rock'n'Roll. Também não fazia média ao falar de seu descontentamento com os rumos da música negra nos EUA, a qual ele também influenciou com intensidade. Dizia odiar o chamado 'gangsta rap' e sua apologia ao luxo e a violência. Ou seja, Bo Diddley viveu e morreu como um autêntico Rocker!
Descanse em paz, Mestre!!!
Veja uma mostra do poder de Bo Diddley ao vivo!
HEY, BO DIDDLEY!!!
02/06/2008
As Pedras continuam Rolando
Já dizia o velho ditado, 'pedras que rolam não criam limo'. Os maiores expoentes desta máxima, exemplo vivo, os Rolling Stones estão há quase meio século (!!!) na estrada, com vitalidade invejável.
Uma destas pedras rolantes que mantém o Rock'n'Roll acesso até hoje, está completando hoje 67 anos!
Curioso é que o senhor Charles Robert Watts sempre foi o Stone mais comportado, mas jamais largou o posto que ocupa na bateria da maior banda de todos os tempos, desde seu surgimento em 1962.
Enquanto Mick Jaggers se esbaldava com a mulherada (ou não...rs), Keith Richards se entupia de substâncias chapantes, Brian Jones pirava em suas viagens liségicas, entre outros, Charlie Watts sempre se comportou com um bom garoto, um homem casado e fiel e por fim um gentleman, admirador e também músico de Jazz.
Chega a ser contraditório, mas Watts é dono de uma classe e postura ao tocar que a primeira vista ninguém diria que aquele distinto senhor de cabelos brancos é o baterista dos Rolling Stones!

Ontem foi a vez de outra pedra dar mais uma volta em sua rolagem eterna. Uma pedra um pouco mais jovem, no entanto tão impressionante quanto, afinal o senhor Ronald David Wood completou 61 esbanjando fôlego e disposição em cima do palco.
Ronnie não é membro original dos Stones, mas tá na banda há 32 anos, desde 76. O namoro já vinha de antes, Ron já havia colaborado em It's Only Rock'n'Roll, em 74, ao passo que os Glimmer Twins, Jagger & Richards, participaram do primeiro solo de Mr. Wood, I've Got My Own Album To Do, no mesmo ano. Em 75 a parceria continuou, após Mick Taylor ter deixado o grupo. A porta ficou então escancarada para a entrada de Ronnie nos Stones, o que só não havia ocorrido antes pelo simples fato de ele ser membro dos Faces, ao lado de Rod Stewart, que na época era uma das maiores bandas inglesas em atividade. Porém ao final do ano os Faces anunciam seu fim e desta maneira foi questão de tempo para Wood ser anunciado oficialmente um Stone, condição que não largou mais.
Antes ele ainda havia sido membro do Jeff Beck Group e do The Birds! Não os famosos pássaros americanos, mas sim um grupo homônimo inglês, onde Ron estreiou seus acordes em 1964.

Keep on Rollin' Folks!!!




