Buscar
e-mail senha

esqueci minha senha

Cadastrar no site da Kiss FM
Ouça a Kiss FM ao vivo pela Internet

Blog Rodrigo Branco

30/12/2009

2010 - O ano em que faremos contato

É, definitivamente o futuro é agora! Até porque não sabemos quanto tempo o planeta aguenta com tantos excessos cometidos pela humanidade, que continua crescendo vertiginosamente a ponto de saturar todas as reservas naturais de nosso orbe.

Como diria um sábio gaúcho, 'ano 2000 era futuro há pouco tempo atrás', não faz muito tempo acreditava-se que em 2000 o mundo (diga-se, o planeta Terra) chegaria a seu ocaso. Outro sábio, novaiorquino (inspirado em um inglês), desafiava a crença religiosa e preconizava para 2001, uma odisséia no espaço. Jogo empatado, nem odisséia, nem fim do mundo, os místicos apostam novamente, o mundo acaba em 2012! Mas se neste ano não fizermos contato, a odisséia continua sendo uma meta a ser batida até que o fim chegue enfim.

Fato é que paradoxalmente a tecnologia avança mais rápido que somos capazes de absorvê-la. Digo o homem comum, tal como eu e você, não um Michio Kaku, evidentemente. Questões prosaicas ainda suscintam debates acalorados e o ser humano continua capaz das maiores bestialidades e aberrações, que nos chocam ainda mais hoje devido à nossa suposta evolução.

No Rock'n'Roll o passado é ao mesmo tempo uma sombra e uma luz, afinal não se pode superar o que foi feito, fato comprovado. Ao mesmo tempo o que foi feito inspira o que de melhor temos hoje. Outro sábio, baiano, disse; eu vi o futuro, baby, ele é passado.

Algum tempo atrás, não muito, li uma entrevista com um grande ícone do Rock'n'Roll nos anos 60, que por estas paragens, graças ao comodismo midiático e a obtusidadde reinante, ficou esquecido; Roger McGuinn. Cantor, compositor e guitarrista do grupo The Byrds, McGuinn foi um pensador em sua época, quando pensar era obrigatório, algo que hoje parece irrelevante. A geração de Mcguinn ajudou a mudar o mundo e estabeleu uma sociedade mais justa, mais voltada ao indivíduo e a coletividade, a despeito dos interesses institucionais. Este pensamento perseverou na década de 70 e continou refletindo nos anos 80, ajudou a derrubar ditaduras, comemorou o fim da Guerra Fria, a queda do Muro.

Na década de 90, com o avanço ainda mais rápido da tecnologia, principalmente a difusão da internet, novos dilemas surgiram. De repente as conquistas de outrora perderam o sentido, e aqueles que antes defendiam a liberdade de expressão despontaram como algozes de uma nova inquisição, outro paradoxo moderno. Quando Lars Ulrich, o grande baterista do Metallica, resolveu sair em defesa da indústria fonográfica, contra o Napster e seus próprios fãs, muita gente ficou chocada. Mais ainda quando decidiu levar a contenda aos tribunais, exigindo responsabilidade de cada um que tivesse baixado músicas de sua banda na internet. A esta altura, final da década de 90, início de 2000, o Metallica já tinha mais de 15 anos de estrada, era um dos maiores fenômenos do Rock em todos os tempos, tendo vendido milhões de discos e feito turnês milionárias pelos quatro cantos do planeta. Desnecessário dizer que seus integrantes já eram sujeitos ricos, portanto não havia o menor sentido em tamanha avareza.

Muitas vezes me perguntaram qual a diferença entre a geração dos anos 60/70 e o Rock na atualidade. E a resposta fica clara quando comparamos a diferença de pensamento entre estes músicos. Roger McGuinn diz ter procurado Lars Ulrich para lhe alertar sobre o erro de tentar censurar uma nova mídia como a internet. McGuinn na época já beirava os 60 anos e, talvez justamente por esta razão, teve uma visão muito mais ampla desta questão tão polêmica. Roger disse a Lars que a internet, os downloads, eram uma espécie de rádio das novas gerações, tal como foi a MTV, uma nova mídia a ser explorada e que o interesse por suas músicas representava maior divulgação de seu trabalho, não o contrário. O velho ídolo declarou ainda sua descrença com as gravadoras, uma vez que a maior parte dos artistas não ganha nada com elas, e viu na internet a possibilide de ser livre, finalmente.

Ainda na metade da década passada Mcguinn em atitude pioneira lançou um site onde disponibilizava músicas (Folk) gratuitamente, idéia que mantém ainda hoje (www.ibiblio.org/jimmy/folkden-wp). Ulrich por suas vez não lhe deu ouvidos e teve sua imagem arranhada, passando a ser visto como uma espécie de mercenário, pelas novas gerações, fato que o levou enfim a relativizar sua posição.

Moral da história, o mundo não acabou, nem vai acabar daqui dois anos, o Rock agonizou mas não morreu, nem morrerá. O tempo passou, tudo mudou, mas no fundo continua a mesma coisa, o novo chega e não pode ser contido, deve ser assimilado, absorvido, o que é bom perdura, o que não é, não dura. Assim como um dia, há mais de 50 anos, a televisão iria acabar com o rádio, há 10 a internet cumpriria a mesma sina. No entanto estamos aqui hoje, em pleno ano de 2010 no site da KISS FM, uma rádio que se dedica exclusivamente ao Rock'n'Roll,  estilo musical que já teve sua morte anunciada tantas vezes. E o Metallica continua vendendo milhões de discos, quase 30 anos depois de ter surgido fazendo um som tão barulhento, quando qualquer um preveria que eles jamais sairiam do underground, dos obscuros e sujos bares de São Francisco. Ou seja, Roger Mcguinn estava coberto de razão, afinal o Metallica não apenas continuou a vender discos, mas a fazer suas gigantescas turnês, como a que está chegando agora ao Brasil. 2010 já começa com estes mega shows (30 e 31 de janeiro em São Paulo), demonstrando que o Rock'n'Roll não poderia estar mais em alta.

Sem dúvida está na hora de fazermos contato, nem que seja pelo Twitter, é hora de revermos conceitos e cuidarmos para que o futuro seja tão brilhante como o passado, utilizando a tecnologia a nosso favor, buscando inspiração e sapiência em mestres como Roger Mcguinn, com consciência para que tenhamos uma sociedade justa, em um planeta habitável. E como dizia um sábio canadense, 'keep on rockin' in the free world'!

Feliz 2010!!!

http://www.ibiblio.org/jimmy/folkden-wp/

postado às 02:14 por Rodrigo Branco

15/11/2009

As aparências enganam!

 

Quem vê hoje o Twisted Sister em fotos, vídeos, ou mesmo ao vivo, não consegue enxergar qualquer sinal de perigo naquelas figuras bizarramente vestidas e maquiadas. Porém nem sempre foi assim...

Por mais surreal que isto pareça hoje, menos de 30 depois, no início da década de 80 o Twisted Sister era um grupo temido, não pelos fãs, obviamente, mas pelo governo dos EUA! Sim, é verdade, em uma época em que não havia Bin Ladens nas manchetes de jornais os burocratas do Tio Sam perseguiam bandas de Rock! Uma inacreditável lista produzida pelo Senado estadunidense enumerava 15 bandas que deveriam ser proibidas de tocar nas rádios e TVs, pois seriam deveras subversivas. Pasmem!

A tal lista foi elaborada por uma entidade ultraconservadora e mega 'reaça', chamada PMRC (Parents Music Resource Center, algo como Centro de Recurso Musical dos Pais), formada por esposas de políticos que não deviam ter mais o que fazer. Uma destas senhoras, Tipper Gore, era esposa do então senador Al Gore, ou seja, por muito pouco esta pessoa de pensamento tão 'liberal' não se tornou uma das mulheres mais importantes do planeta, já que seu marido que hoje se traveste de defensor da natureza foi vice de Bill Clinton e posteriormente acabou 'derrotado nas urnas' pelo igualmente conservador e tacanho George W. Bush!

A fúria da sinistra entidade não se voltou apenas ao Rock, até estrelas Pop como Prince e Madonna foram alvo dos modernos inquisitores. Porém ao apontar a cruz e a espada para as bandas eles encontram a resistência típica do Rock'n'Roll e algo que certamente não esperavam, inteligência! Foi Dee Snider, o folclórico vocalista do Twisted Sister, tal qual um Dom Quixote do Heavy Metal quem brandiu sua lança contra os acusadores.

Em uma histórica audiência no Senado dos EUA, Dee Snider impressionou a todos com argumentos consistentes, oratória perfeita e consciência de seus direitos como cidadão e artista. Batalha ganha, Snider perderia a guerra, pois esperando ser reconhecido como o representante e defensor do Rock, se viu sozinho e abandonado, uma vez que membros de outras bandas não o apoiaram (exceto pelo guitarrista Frank Zappa e o cantor Folk/Country John Denver). Desta forma o vocalista do Twisted Sister foi alvo de perseguição governamental, tendo seus telefones grampeados, correspondências bisbilhotadas e passos seguidos.

Este episódio e suas consequências certamente contribuiram, tal como os naturais desgastes da fama repentina, para o fim prematuro da banda em 88, pouco após o auge obtido com o disco Stay Hungry, de 84, que vendeu milhões puxado pelos megahits I Wanna Rock e Were Not Gonna Take It. Desta forma o Twisted encerrava uma das carreiras de maior sucesso nos anos 80, após cerca de 12 anos, já que a banda surgiu em 1976 (os primórdios remetem a 72).

Snider afirma que nunca estiveram muito preocupados com dinheiro como outras bandas, por isto jamais partiparam para longas turnês ao redor do mundo, razão pela qual demorou tanto para aportarem no Brasil. A banda sempre foi antes de tudo uma paixão e tocavam por prazer, quando isto passou a ser uma obrigação e surgiram desavenças entre os membros, preferiram parar. E assim permaneceram por longos 14 anos, tempo em que o vocalista se dedicou a outros projetos como a banda Widowmaker, trabalhos para televisão e cinema, além de uma programa de rádio que existe desde 1997. Pai de 4 filhos e casado com a mesma mulher há 33 anos, Snider, apesar da aparência nos palcos, jamais fez o tipo roqueiro doidão, não consumia drogas ou fazia estravagâncias típicas de bandas da sua época, muitas das quais ele influenciou, tais como Motlëy Crue, Poison, Cinderella, que depois o discriminavam devido a sua postura.

Porém um evento histórico iria trazer o Twisted Sister de volta à vida. Abalados pelos atentados de 11/09/2001 em Nova Iorque, cidade onde vivem, os antigos companheiros de banda resolveram voltar aos palcos com uma nobre missão, arrecadar fundos às vítimas da tragédia. Este retorno deveria ser temporário, mas deu tudo tão certo, até a amizade entre eles melhorou, que decidiram seguir adiante.

E foi esta banda que vimos ontem no palco da Via Funchal, com a mesma formação desde o início e demonstrando a mesma garra de sempre. Um show lotado, onde cerca de 6 mil pessoas suportaram o enorme calor e berraram a plenos pulmões os hinos já citados acima, além de outros clássicos da banda. A resposta do público foi tamanha que os músicos pararam para filmar a platéia e Snider jurou emocionado que aquele era o melhor público que tiveram em toda a carreira. Disse ainda que pretende voltar em breve, mas desta vez durante o inverno...rs

Portanto da próxima vez que você ouvir na KISS o clássico We're Not Gonna Take It, saiba que esta música é muito mais que um Rock pesado de refrão grudento, é sim um grito contra a repressão e a censura. Traz em sua letra explícita a atitude do Rock'n'Roll de questionar e enfrentar, em busca de um mundo livre. Pois como diz a letra em resposta aos censores do governo (em uma tradução livre) ;

'Nós não vamos nos calar, temos o direto de escolher e não vamos perder, esta é nossa vida, é a nossa música, nós lutaremos contra o poder, não escolha nosso destino pois você não nos conhece, não é um de nós. Somos livres, estamos certos e lutaremos, você verá!'

E complementando com o que diz o outro grande clássico 'Eu quero Rock!'

 

 

postado às 19:26 por Rodrigo Branco

04/10/2009

Sigam-me os Bons!

Meus caros, a correria do dia nos toma o pouco tempo disponível para fazermos aquilo que nos dá prazer, como no meu caso escrever sobre o fantástico universo do Rock'n'Roll. Por esta razão este blog está parado há algumas semanas, mas em breve voltará à vida com novos textos e curiosidades sobre nossos grandes mestres e ídolos!

Por hora convido a todos a compartilharmos informações através da mais prática e moderna ferramenta da internet, o Twitter!

Portanto, tal qual um chapolin colorado tupimiquim eu digo: Sigam-me os bons! E os maus também, heheheh....

www.twitter.com/rodbranco

O Twitter é a ferramenta certa para esta época de correria, nos obriga a postar frases curtas, justo eu que costumo me alongar nos textos... É verdade que mesmo lá de vez em quando não dá tempo de atualizar, mas na medida do possível vamos postando e repassando coisas interessantes, e várias bobagens também...rs

Saudações Rockers!

Rodrigo

 

 

postado às 13:51 por Rodrigo Branco

20/08/2009

A despedida de um gênio

Alguns artistas constroem grandes obras que só serão reconhecidas após sua morte, outros recebem o justo reconhecimento ainda em vida, ativos. Lester Willian Polsfuss foi um gênio em seu próprio tempo, reconhecido e reverenciado em vida, ainda que sua carreira musical não seja lembrada com a devida importância, assim como sua importância para o surgimento do gênero musical mais importante de todos os tempos.


Les nasceu em 1915 nos EUA e apenas 13 anos depois já era guitarrista, cantor e compositor de Country Music. Em 1928! Na década seguinte desenvolveu sua carreira de músico, na mesma época em que o mítico bluesman Robert Johnson, o principal dos precursores do Rock'n'Roll, dava seus primeiros passos musicais, gravava e por fim faleceria aos 27 anos, entrando para história em 1938. Desde 31 Les mexia em seus instrumentos e passou a fabricar suas próprias guitarras. Foi neste ano que outra lenda, o suiço Adolph Rickenbaker, lançaria o modelo Frying Pan, o primeiro instrumento de cordas de corpo sólido.


Até então já existiam instrumentos elétricos, mas se tratavam de peças acústicas, com caixa de ressonância (de corpo oco como os violões) adaptados com captadores de som elétricos. Depois de Rickenbaker lançar sua invenção nos EUA, Les continuou testando seus experimentos durante toda a década até chegar ao que chamaria de The Log, em 1939, uma peça de madeira de corpo reto com captadores embutidos que capturavam o som puro das cordas vibrando, sem a interferência da ressonância causada pela vibração do ar ocorrida dentro dos antigos instrumentos, conseguindo assim um som mais limpo e potente. Les passou então a demonstrar seu invento em público mas não obteve boa aceitação no início. E após aperfeiçoamentos decidiu adicionar aletas de madeira nas laterais do instrumento para deixá-lo semelhante aos tradicionais instrumentos de corda. Estava criada a guitarra elétrica.


Como muitas invenções a aceitação demorou um pouco a chegar, a Gibson Guitar Corporation chegou a produzir alguns exemplares da novidade, mas a princípio não estampou sua marca neles. Foi só em 52 que a fabricante decidiu lançar o modelo que se consagraria como um dos maiores símbolos do Rock'n'Roll, a Gibson Les Paul, que ao lado da concorrente Fender Stratocaster, de 54, são as guitarras mais famosas da história. Com isto estava feita a primeira homenagem ao gênio Lester Poulfuss, que abreviou seu próprio sobrenome para Paul, e seria reverenciado por todas as gerações do Rock'n'Roll desde seu início, até hoje. De Paul McCartney (que nos Beatles tocava contrabaixo) à Slash, passando por Neil Young e Jimmy Page, foram muitos os monstros do Rock que fizeram do modelo Les Paul um mito.


Musicalmente Les nunca foi um artista de Rock, variou entre o Country, o Jazz e o Blues, tendo alcançado o sucesso com diversas gravações ainda na década de 40 ao lado da esposa Mary Ford e posteriormente com o parceiro Chet Atkins. Mas sua importância para Rock'n'Roll é total, tanto que foi reverenciado diversas vezes em palco tocando ao lado das maiores lendas do estilo. Tais homenagens ficaram também registradas em disco, American Made World Played: Les Paul & Friends, de 2005, contou com participações do porte de Buddy Guy, Sam Cooke, Keith Richards, Eric Clapton, Jeff Beck, Edgar Winter, Rick Derringer, Peter Frampton, Billy Gibbons e outros, sendo vencedor de dois prêmios Grammy!

 

Importante ressaltar ainda que Les Paul foi responsável também pela primeira gravação multi-pista, em 4 canais, uma inovação tecnológica que revolucionou a indústria musical da época e a maneira de se gravar discos. Até então todos os instrumentos e voz eram gravados juntos, em um único canal, a partir da técnica de Les foi possível registrar cada instrumento separadamente, aumentando a qualidade de som e abrindo espaço para novas experimentações.

Enfim, Les nos deixou aos 93 anos de idade e pelo menos 80 de carreira! Uma longa vida dedicada à música e a guitarra, coroada de êxito e glórias.

 

postado às 20:33 por Rodrigo Branco

21/07/2009

42 anos de estrada e muito Rock'n'Roll

E por falar em Graham Bonnet (ver texto abaixo), a primeira passagem do vocalista inglês por estas terras conseguiu reunir verdadeiros amantes do Rock’n’Roll, Hard Rock e Heavy Metal, fãs de diversas gerações, figuras que há muito não se encontravam em shows mais badalados.

 

A carreira de Bonnet começou ainda nos anos 60, mais especificamente em 1967, portanto trata-se de um veterano com mais de 40 anos de estrada. Seu primeiro disco foi lançado em 70, como o grupo The Marbles. Ainda nesta década lançaria mais três discos como artista solo. Mas sua estrela brilhou forte mesmo quando impressionou ninguém menos que Ritchie Blackmore ao fazer um teste para a vaga deixada por Ronnie James Dio, no Rainbow.

 

Então em 79 gravou aquele que seria o trabalho mais marcante de sua carreira, ao lado de uma super banda comandada pelo já citado Blackmore, além do também ex-Deep Purple, Roger Glover, no baixo, Don Airey, então ex-Black Sabbath, e Cozy Powell, ex-Jeff Beck Group. O disco chamado Down To Earth emplacou o hit Since You Been Gone no ano seguinte, fazendo com que o Rainbow fosse escalado como atração principal da primeira edição do mega festival Monsters Of Rock, em Donington Park, Inglaterra.

 

Porém sua parceira com o Rainbow logo acabou e já em 81 Bonnet lançou mais um disco solo. Novamente no ano seguinte fez nova parceria, desta vez com outro gênio das 6 cordas, Michael Schenker, o irmão prodígio de Rudolph Schenker dos Scorpions, banda que abandonou para se juntar ao UFO. Com o MSG (Michael Schenker Group) Graham lançou o clássico álbum Assault Attack, em 82.

 

Mas o faro de Bonnet para tocar com grandes guitarristas ainda iria surpreender o mundo. Em 83 formou um novo grupo de Hard-Heavy Rock ao lado de um guitarrista sueco até então pouco conhecido, Yngwie Malmsteen, que logo se tornaria um dos maiores ases do instrumento em todos os tempos. Com ele são dois discos, um de estúdio e um ao vivo. E quando Yngwie resolve partir para a carreira solo, Bonnet surpreende novamente apresentando o segundo guitarrista do Alcatrazz, um tal Steve Vai... Ainda nos anos 80 Graham tocaria com Chris Impellitteri, outro jovem prodígio da guitarra, confirmando seu incrível faro. E o resto é história, o currículo é longo.

 

Enfim, no sábado, dia 12, véspera do dia Mundial do Rock, Graham se apresentou em São Paulo, no Blackmore Rock Bar, acompanhado da Paulo Zinner’s Rockestra, uma banda de extrema competência, evidentemente, capitaneada pelo espetacular baterista do Golpe de Estado.

 

 

O veterano vocalista subiu ao palco com seu tradicional estilo a James Dean, de quem é fã confesso, óculos escuros estilo aviador e cabelo com topete, bastante diferente de outros vocalistas de seu gênero musical. Com muita simpatia e simplicidade apresentou clássicos de todas as fases de sua carreira, o tempo todo acompanhado a plenos pulmões pelo público. Destaques para Stargazer, clássico de 76 do Rainbow, fase Dio, com direito ao famoso solo de Zinner, além de clássicos raras vezes executados do Alcatrazz, Rainbow e MSG, como God Blessed Vídeo, All Night Long e Desert Song.

 

Quem apostou suas fichas e foi conferir de perto este show não se arrependeu, viu um Graham Bonnet empolgado, demonstrando muito garra e energia, ainda que a voz já não tenha toda a potência do passado, algo natural. Mas o vocalista ainda é capaz de uma grande performance e se mostrou satisfeito e feliz por estar ali sendo bem recebido e acompanhado por uma excelente banda, a qual por diversas vezes fez questão de exaltar as qualidades.

 

Este mesmo show passou por Araraquara e Santos, onde ocorreu um fenômeno curioso. Graças aos preços acessíveis praticados pelo Sesc, módicos oito reais a entrada inteira, que poderia sair por R$4 para estudantes e inacreditáveis dois reais para sócios, o show do litoral teve um público bem superior ao da capital paulistana. Um fato bastante raro de se ver.  

 

postado às 20:36 por Rodrigo Branco

21/07/2009

Rock para todos os gostos e bolsos

Já não é de hoje que o Brasil se tornou uma rota bastante interessante para bandas clássicas de Rock'n'Roll que aqui encontram uma receptividade que já não existe em locais como Europa e Estados Unidos.


Bandas como Deep Purple, The Doors (o que restou deles), Nazareth e outras tem excursionado por aqui com grande frequência.
Porém de uns tempos para cá uma nova alternativa surgiu, artistas de menor expressão, ex-membros de grandes bandas, passaram a frequentar o país tocando em locais menores, a preços mais acessíveis, muitas vezes acompanhados apenas de músicos locais convidados.


Tais shows estão se tornando rotina e se antes espantava saber que o ex-vocalista daquela grande banda iria tocar em um bar de uma pequena cidade do interior, hoje isto está se tornando fato corriqueiro.
Alguns artistas já até procuram ter residência fixa ou temporária por aqui, para facilitar as viagens e baratear custos, claro. Tal situação gera inclusive piadas, como a que diz que Paul D'ianno, membro original do Iron Maiden, hoje é um dos melhores vocalistas do Brasil. Tal a frequência com que tem se apresentado por aqui. Joe Lynn Turner, ex-Deep Purple, seria outro dos grandes vocalistas do Brasil na atualidade, afinal vive por estas bandas...


Estas apresentações são uma boa opção para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver seus ídolos de outra maneira, seja por uma questão de idade, ou porque as bandas na época não passaram por aqui, seja por razão financeira, já que tais eventos 'solo' custam em média 1/3 do que custaria um show da banda original.


Só até a metade deste ano já tivemos diversas estrelas que brilharam nos anos 80 como membros de grandes bandas de Hard Rock, Punk e Heavy Metal, não apenas como vocalistas. O guitarrista Richie Kotzen é pouco conhecido do grande público, mas os fãs das bandas Mr. Big e Poison o conhecem bem, o que bastou para o músico ser convidado a tocar por aqui. Veio acompanhado de Eric Martin, o vocalista do Mr. Big, que tocou por aqui com a banda em 94 e recentemente havia estado como artista solo. O mesmo valeu para o baterista Steve Adler, membro da formação original do Guns'n'Roses que esteve por aqui pela primeira vez. O já citado Paul D'ianno anda viajando nestas terras, assim como o também citado Joe Lynn Turner que percorre o país nas próximas semanas.


Apenas nos últimos dias  tivemos mais três turnês do gênero, o baterista dos Stray Cats, Slim Jim Phantom, o baixista dos Ramones, CJ Ramone e o vocalista Graham Bonnet.
Este último uma espécie de lenda entre fãs de Hard/Heavy Rock, foi o substituto de Ronnie James Dio no Rainbow de Ritchie Blackmore, além de ter fundado a banda Alcatrazz ao lado de Yngwie Malmsteen, que depois daria lugar a Steve Vai, dois dos maiores guitarristas surgidos após a era clássica dos anos 60/70. Bonnet ainda foi membro do MSG, o grupo de Michael Schenker, o genial guitarrista ex-membro dos Scorpions e UFO.
Schenker é mais um que está chegando, toca em São Paulo no próximo domingo, para delírio dos fãs de um dos mais fantásticos guitarristas de todos os tempos!


Ainda em agosto teremos Wayne Russey (The Mission), que andou tocando por aqui há pouco também, e Justin Sulivan, que esteve por aqui com sua banda, New Model Army, em 2007. Ambos tocam no Madame Satã Fest, em comemoração aos 25 anos da famosa casa underground paulistana.

 

 

postado às 20:13 por Rodrigo Branco

03/07/2009

Cê tá pensando que eu sou Loki?

O sucesso é algo aterrador, transforma anônimos em celebridades, medíocres em ‘sábios’, pessoas em deuses! Porém quanto mais alto ele levanta, maior pode ser a queda depois. Fato um.

O Brasil é um país de memória curta, aqui esquecemos rapidamente os absurdos cometidos por autoridades, políticos, que logo voltam ao poder após verdadeiros escândalos. Também esquecemos as tragédias, da mesma forma que os sucessos e qualidades. Fato dois.

As substâncias entorpecentes foram parte intrínseca da revolução cultural nos anos 60, principalmente no Rock’n’Roll, onde deu asas à criatividade já latente de verdadeiros gênios da época. Porém como qualquer tipo de droga, possuem efeitos colaterais perigosos e cobram um alto preço pelas sensações que proporcionam. Fato três.

Assistindo ao documentário Loki – Arnaldo Baptista, estes três fatos batem forte em nossa cara. Arnaldo e os Mutantes foram sem dúvida a banda mais criativa e importante da história do Rock no Brasil, uma das mais importantes em toda música brasileira, não apenas no Rock. Como parte do histórico movimento Tropicalista, acrescentaram novos elementos à nossa música. Antes deles nosso Rock era inocente, praticamente versões de músicas estrangeiras, os Mutantes misturaram psicodelia com diversos tipos de instrumentos, ritmos, orquestrações, colagens, experimentalismos, criando uma música original, sem igual para a época. Nesta época os Mutantes eram felizes, e Arnaldo amava Rita. Muito...

O sucesso do grupo era questão de tempo, e foi grande, ultrapassou fronteiras. Neste cenário as drogas eram parte fundamental e os Mutantes usavam e abusavam delas.  Porém elas começaram a cobrar seu preço, e o outrora alegre e espontâneo Arnaldo Baptista foi se tornando uma pessoa distante, soturna...  Esta mudança de comportamento, a loucura dos shows, viagens, complicaram os problemas de relacionamentos tão comuns em qualquer banda, até que Rita Lee deixou o grupo e por conseqüência Arnaldo... Mas Arnaldo ainda amava Rita... Logo ele também deixou os Mutantes, que seguiram com Serginho Baptista a frente, cada vez  mais progressivos, virtuosos, porém menos interessantes...

Com o fim do sucesso , e do relacionamento com Rita, Arnaldo conheceu o inferno, sua carreira solo estava longe de repetir a glória de antes, e pior, a imprensa que antes incensava o ídolo, passou a depreciá-lo. Arnaldo perdido, mentalmente abalado foi internado, sofreu um acidente caindo de uma janela (há quem diga que foi tentativa de suicídio...) e entrou em coma...

Ninguém diria que um dia Arnaldo voltaria a frente dos holofotes. Durante muitos anos ele esteve em seu mundo, gravou novos trabalhos, pintou quadros, passou por tratamentos, e enquanto o Brasil ignorava aquele que é um de seus maiores gênios musicais, o mundo descobria Arnaldo e os Mutantes!

Coube ao filho de John Lennon, Sean, a honra de resgatar o orgulho de Arnaldo ao chamá-lo para dividir o palco em seu show por aqui, além de reverenciá-lo pessoalmente. O filho de um dos maiores gênios da música em todos os tempos declarou que Arnaldo e os Mutantes eram melhores que seu pai e os Beatles!

Depois dele foi a vez de Kurt Cobain, sim aquele que muitos lembram como um ícone de música barulhenta e rebeldia adolescente, quando veio ao Brasil em 92, querer conhecer o grupo, de quem era grande fã. Escreveu uma carta de próprio punho e deixou mensagens gravadas para Arnaldo.

Foi preciso que o mundo descobrisse a genialidade dos Mutantes para que por aqui começasse a surgir interesse pela obra do grupo. Após a turnê de reunião ocorrida em 2006 e o sucesso estrondoso das apresentações na Inglaterra, enfim a Arnaldo teve um pouco do reconhecimento que merece. A realização e o sucesso do documentário Loki vieram para pertetuar a obra deste fantástico músico, compositor, que se nascido e vivido na Inglaterra, ou nos EUA, certamente seria um dos maiores nomes do Rock em todos os tempos! 

Muito do que falei aqui e muito mais pode ser visto no documentário, raríssimas imagens de arquivo, entrevistas da época, amigos, parceiros e fãs ilustres falam de Arnaldo e do grupo. Alguns mitos são desvendados e outros continuam nebulosos. O fato de Rita não ter aceitado dar sequer um depoimento ao documentário nos deixa a impressão de que muita mágoa restou, mesmo passadas mais de três décadas. Ela sempre fez questão de dizer que não saiu dos Mutantes, mas teria sido expulsa pelos irmãos, pois não teria capacidade técnica para acompanhar o novo rumo musical que pretendiam seguir. Já no filme a opinião unânime é de que ela saiu por vontade própria, devido ao desgaste do relacionamento com Arnaldo. A verdade é que ao final do filme a imagem de boa gente de titia Rita Lee não fica assim tão gloriosa, uma vez que ela seguiu em frente com muito sucesso em sua carreira, dando as costas ao velho companheiro esquecido. Se isto não é verdade, ela deveria ter se manifestado, pois é esta a impressão que tivemos.

Enfim, para quem é fã o filme emociona, mas o melhor, em minha opinião, é ter a sensação de que Arnaldo está em paz, feliz com o reconhecimento, ainda que tardio.

Não viu ainda o filme? Então corra, porque logo deve sair de cartaz...

postado às 19:31 por Rodrigo Branco

18/06/2009

As preliminares de Iggy

No final dos anos 60 ele era um dos maiores junkies do Rock’n’Roll, figura maldita, dono de um comportamento auto-destrutivo, embalado pelos mais potentes entorpecentes da época seu comportamento e performance no palco eram assustadores, causavam medo e repulsa nos mais conversadores e até naqueles que se consideravam doidões. E não é exagero, são famosas as cenas em que aparece com o corpo coberto de sangue, retalhado por cacos de vidro sobre os quais rolava no palco, os quais o próprio algumas vezes usou para se cortar, em uma mistura de violência, loucura e sado-masoquismo musical. Estas eram as anárquicas apresentações dos Stooges e através delas Iggy Pop se tornou uma lenda, e reeditou a rebeldia do Rock que culminaria quase dez anos depois com a explosão do Punk Rock em todo o mundo.

Mas o que pouca gente sabe é que Iggy já foi um garoto culto, de bons costumes, além de ótimo músico. Sim, antes de se juntar aos malucos barra-pesada da região de Detroit, entre eles seus futuros parceiros de banda, o jovem James Newell Osterberg Jr era um bom aluno, não falava palavrões, não bebia, não fumava e sua dedicação à música o levou a se tornar um dos melhores bateristas da região, sendo requisitado por grandes grupos que excursionavam por ali. E ser um dos melhores da região não era pouco, afinal Detroit era a casa da lendária Motown Records e por ali passavam ícones do Jazz, Soul e Blues. A coisa só começou a mudar mesmo quando entrou para os Psychedelic Stooges, largou a bateria e foi para a frente do palco.

Saber disto talvez ajude a entender o novo trabalho de Iggy, Prélimiares. É verdade que quem acompanha o trabalho de Iggy nos últimos 30 anos vem notando a desaceleração, a cada trabalho o velho Iguana mostra um faceta mais introspectiva, sinal da idade, certamente, apesar de algumas recaídas ao velho som sujo e barulhento que o consagrou. Mas desta vez Iggy chutou o balde de vez. Não sem antes avisar, é claro, gentleman que se tornou Sr. Pop evitou um choque maior de seus fãs mais saudosistas ao declarar que estava produzindo um disco de Jazz e Bossa Nova! E para estranhamento geral da nação ele apresentou de fato o tal álbum, estranhíssimo, diga-se de passagem.

Se você está atento às notícias do mundo musical já ouviu falar no tal disco, demorei para escrever(!). A maioria das resenhas se limita a descrever o disco e um o outro crítico mala desceu a lenha. Claro que os fãs ortodoxos de Iggy, e desinformados em geral, irão apedrejá-lo. Eu por outro lado achei o disco ótimo! Pois é, acho que tô ficando velho também...rs

Na verdade Préliminaires é mais que Jazz e Bossa Nova, tem Blues e Rock’n’Roll, lógico, apesar de bem pouco. Além disto mostra um Iggy melancólico e saudosista numa atmosfera de Belle Époque cantando em francês com sua voz gravíssima, como na faixa de abertura do disco, um standart jazzístico antes interpretado por figuras do porte de Edith Piaf, ou fazendo versão em inglês para um clássico de Tom Jobim. Certamente influenciado por  Tom Waits, Leonard Cohen, Lou Reed e o amigo David Bowie, por quem vem se guiando desde que este lhe tirou do lixo na década de 70 e lhe devolveu a dignidade produzindo seus primeiros trabalhos solo.

Em uma boa analogia com sua vida, Iggy volta às preliminares, tão fundamentais como o meio e o fim. Ele que começou no mais violento Rock’n’Roll, usando toda a ambiguidade dos termos, viveu (e sobreviveu) todas as mais fortes sensações, agora parte para as preliminares que ficaram faltando. Até porque aos 62, depois de tantos abusos, não dá mais para viver tão intensamente, nem com aquele outro tipo de droga mais recente, e lícita, que levanta até os mais caídos. Se é que você me entende... Até porque a urgência e ansiedade comum à juventude há muito ficaram para trás, agora Iggy quer mais é curtir a vida!

Enfim, Préliminaires é um disco gostoso de se ouvir, calmo, relax, tranqüilo como uma bela tarde de outono, como as que vivemos nos dias atuais, porém com a sensualidade das boas preliminares.

www.iggypop.com

postado às 21:02 por Rodrigo Branco

08/06/2009

Mantendo a Fama de Mau!!!

Tô feliz da vida aqui ouvindo o novo trabalho de um pioneiro do Rock'n'Roll! Mas um pioneiro do Rock'n'Roll brasileiro, o lendário Tremendão, 'o nosso amigo'; Erasmo Carlos!

Sim, noticiei aqui que Bob Dylan estava lançando disco novo, Neil Young também, e outras figuras históricas do Rock, como Iggy Pop. Comentei ainda o quanto isto é bom, em um época em que o Rock'n'Roll teoricamente deveria estar morto e enterrado... Porém contrariando qualquer espectativa negativa, ouso dizer que não apenas o Tremendão volta com um ótimo disco, como é melhor que todos os citados acima! Pasmem, mas é verdade, ao passo que os novos discos dos mestres Dylan e Young são apenas bons, o de Iggy diferente, o de Erasmo é ótimo!

O nome da obra não poderia ser mais apropriado, afinal Erasmo andou gravando coisas de gosto bastante duvidoso, Rock'n'Roll! Um nome básico que resume bem o novo trabalho, enquanto o antigo parceiro e irmão camarada anda mais cafona que nunca, recebendo homenagens caretas da vênus platinada, Erasmo quieto em seu canto nos brinda com um disco cheio de referências do melhor do gênero musical mais importante de todos os tempos.

Em canções como Jogo Sujo, Cover, Um Noite Perfeita (Uma Farra no Tempo), Um Beijo é um Tiro, Mar Vermelho, percebe-se pinceladas de Beatles, Creedence, Birds, baladas como Olhar de Mangá, A Mulher é uma Guitarra, Vozes da Solidão, nota-se algo de Dylan, Tom Petty, Johnny Cash, e obviamente do próprio Erasmo, da Jovem Guarda, e grandes nomes da MPB, tais como Chico Buarque, Caetano, Milton Nascimento. Tive a impressão de estar ouvindo algo muito familiar, não por ser repetitivo, mas por trazer a tona as boas sensações de quando se ouve os grandes discos, tão raros nos dias de hoje.

O Tremendão aos 49 anos de carreira e 68 de idade tá cantando mais que nunca, a produção esmerada do disco, as muitas sonoridades diferentes e as ótimas letras, fazem de Rock'n'Roll uma grande surpresa. Afinal se hoje em dia está na moda rasgar a seda para Roberto Carlos, que mais parece uma paródia de si mesmo, Erasmo dá a volta por cima e reafirma sua condição de pai do Rock brasileiro, muito dignamente, se declarando cover de si mesmo, consciente de sua importância e qualidade, quase sempre negligênciadas pela história.

E o melhor de tudo é que você pode conhecer o disco todo, faixa por faixa, na faixa, pelo MySpace, onde aliás o texto de apresentação já diz tudo, nem precisava destas mal traçadas linhas aqui. O excelente texto em questão foi escrito por alguém cujo nome já dá a dimensão da obra a que se refere, uma senhora chamada Rita Lee...

http://www.myspace.com/erasmocarlos

Ah, e detalhe nas fotos ao melhor estilo Johnny Cash! Nosso 'man in black' brasileiro! ;O)

postado às 11:20 por Rodrigo Branco

28/05/2009

Show de Calouros!

Preconceito como a própria expressão deixa claro é a manifestação de uma idéia pré concebida, que por esta razão costuma denotar um pensamento discriminatório, uma vez que faz julgamento antes de conhecer os fatos.

Em meu texto sobre o Adam Lambert, que de acordo com a imprensa internacional poderia vir a ser o novo vocalista do Queen, não houve pré julgamento de nenhum tipo, portanto não há preconceito. Há sim uma certeza fundamentada de que um grande vocalista não se faz apenas por uma voz afinada, agudos e trejeitos ensaiados. Até porque eu vi e ouvi o tal Adam e apesar de ser um bom cantor, ele não tem nada além de milhares de outros bons cantores mundo afora. Obviamente que para ocupar o lugar de alguém com uma história riquíssima e características únicas é preciso no mínimo ter uma história compatível, ainda que não tão expressiva, mas ser um bom cantor apenas não basta.

Se cantar bem for critério único para substituir um gênio como Freddie Mercury, então vamos sugerir ao Brian May a idéia de uma de nossas ouvintes e leitora, Luka. Em vez de colocar o emo Adam Lambert no Queen, ele poderia chamar a Susan Boyle, afinal ela canta muita mais! Hahaha...

Susan Boyle no Queen já! Ela é britânica também, tem o mesmo estilo da rainha, hehehe...

"I dreamed a dream in time gone byyyyyyyyy" ;O)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

postado às 12:56 por Rodrigo Branco

Ir para página:

O que rola nos outros blogs

KISS FM - DEPOIS DE UM ROCK SEMPRE VEM OUTRO ROCK
SÃO PAULO 102,1 MHz - LITORAL PAULISTA 90,1 MHz - CAMPINAS 107,9 MHz - BRASÍLIA 94,1 MHz
Avenida Paulista 2.200 - 15º andar - CEP 01310-300 - São Paulo, SP

Desenvolvimento AgênciaDot.
Streaming by Cross Host