Artistas
Biografia
DEAD KENNEDYS
Protesto, política, anarquismo, revolução. Estas palavras sempre estão em evidência quando o assunto é Dead Kennedys. Um dos precursores do hardcore, um punk rock mais veloz e agressivo, a banda se destacou na cena norte-americana nem tanto por suas músicas, mas pelas atitudes e posturas adotadas.
Tudo começou quando Eric Boucher, mais conhecido como Jello Biafra, juntou-se ao guitarrista East Bay Ray, ao baixista Klaus Flourid e ao baterista Bruce Slesinger, em San Francisco, por volta de 1978. A principal preocupação do grupo era com as letras, sempre fazendo oposição ao governo e atirando para todos os lados, deixando o som em segundo plano.
Biafra montou o próprio selo, Alternative Tentacles, tendo a consciência de que nenhuma gravadora ousaria a assinar um contrato com os Dead Kennedys. Após o lançamento dos singles "California Ubber Alles" e do hino "Hollyday in Cambodja", já haviam ganhado uma legião de fãs e o vocalista candidatou-se, em 1979, ao cargo de Prefeito de San Francisco. Ficou em quarto lugar no fim das eleições.
O primeiro álbum, o clássico Fresh Fruit for Rotten Vegetables, saiu logo depois, em 1980, e até hoje é considerado um dos melhores de todos os tempos. Presidente, governador, prefeito, polícia, igreja, ninguém escapava dos versos e refrãos ácidos de Biafra. No ano seguinte saiu o EP "In God We Trust, inc.", uma prévia do tão aguardado segundo trabalho.
O batera Slesinger, conhecido como Ted, foi substituído por Darren H. Peligro e em 1982, finalmente saiu Plastic Surgery Disasters. Seguiu-se uma extensa turnê de divulgação e, após o término da mesma, resolveram dar um tempo. A grande volta ocorreu somente em 1985, com o polêmico Frankenchrist. O som da banda estava um pouco mais melódico e fácil de ser digerido, porém, o encarte pegava pesado: trazia várias gravuras e desenhos de pênis, o que rendeu ao grupo alguns processos por promoção de pornografia para menores e obscenidade, do qual, felizmente, saíram vitoriosos.
Obviamente, todos esses insólitos episódios só serviram para mais promoção, aumentando as vendas e dando a eles espaço na mídia. O próximo trabalho, Bedtime for Democracy, de 1986, foi o último inédito dos Dead Kennedys. Após esse lançamento, resolvem se separar e darem seqüência aos projetos pessoais. O líder Jello Biafra, além da carreira solo, passou a produzir algumas bandas e fez participações especiais em discos do Ministry, Sepultura, entre outros. Ainda foi lançada a coletânea Give me Convenience or Give me Death, em 1987, encerrando-se assim um importantíssimo capítulo da história de uma geração.
O único registro ao vivo oficial da banda saiu somente muito tempo depois. Mutiny on the Bay, de 2001, com todos os grandes hinos do Punk como "Holiday in Cambodia" e "Too Drunk to Fuck" e só esfria em "California Üben Alles", quando Biafra tranforma o palco num palanque para mais um de seus longos e famosos discursos.
Discografia
- 1980 - Fresh Fruit for Rottimg Vegetables
- 1981 - In God We Trust, inc.
- 1982 - Plastic Surgery Disasters
- 1985 - Frankenchrist
- 1986 - Bedtime for Democracy
- 1987 - Give me Convenience or Give me Death
- 2001 - Mutiny on the Bay
- 2004 - Live At The Deaf Club

